SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
A candidíase vulvovaginal é uma das principais causas de corrimento vaginal, gerando muito desconforto entre as mulheres. Em relação a este tema, assinale a alternativa INCORRETA:
Colonização vaginal por Candida em assintomáticas NÃO requer tratamento.
A presença de Candida spp. sem sintomas caracteriza colonização, não infecção, sendo parte da microbiota em até 20% das mulheres; o tratamento é reservado para casos sintomáticos.
A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica comum, causada predominantemente pela Candida albicans (85-90% dos casos). A fisiopatologia envolve um desequilíbrio no ecossistema vaginal que permite a transição da levedura da forma comensal para a forma patogênica (hifas). É fundamental distinguir a infecção da colonização assintomática, que ocorre em uma parcela significativa da população feminina saudável. O diagnóstico é eminentemente clínico, podendo ser confirmado pela visualização de hifas ou pseudohifas em exame a fresco com KOH a 10% ou cultura em meios específicos como o Sabouraud. O tratamento de primeira linha para casos não complicados pode ser tópico (cremes imidazólicos) ou oral (fluconazol dose única), enquanto casos complicados ou recorrentes exigem regimes prolongados e controle de fatores de base.
O tratamento só é indicado quando a paciente apresenta sinais e sintomas clínicos de vulvovaginite, como prurido intenso, ardor, edema vulvar e corrimento branco grumoso (aspecto de 'leite coalhado'). A simples identificação do fungo em exames de rotina (como citologia oncótica) em pacientes assintomáticas é considerada colonização e não exige intervenção terapêutica.
Os fatores predisponentes incluem o uso recente de antibióticos de amplo espectro (que alteram a flora de lactobacilos), diabetes mellitus descompensado (glicosúria favorece o crescimento fúngico), níveis elevados de estrogênio (gravidez, anticoncepcionais orais de alta dose) e estados de imunossupressão (HIV, corticoterapia).
A candidíase vulvovaginal recorrente é definida por 4 ou mais episódios sintomáticos em um período de 12 meses. O tratamento preconizado envolve uma fase de indução (geralmente com fluconazol oral em 3 doses com intervalo de 72 horas) seguida por uma fase de manutenção com fluconazol 150 mg uma vez por semana durante 6 meses.
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