CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Paciente de 30 anos, compareceu para consulta ginecológica referindo “corrimento vaginal” com prurido, sem odor, principalmente no período pré-menstrual desde a adolescência. A microscopia está representada na figura. Qual o diagnóstico e a conduta?
Prurido + corrimento 'leite coalhado' + pH < 4,5 → Candidíase vulvovaginal.
A candidíase vulvovaginal é caracterizada por prurido intenso e corrimento esbranquiçado, frequentemente exacerbado no período pré-menstrual devido a alterações hormonais e de pH.
A candidíase vulvovaginal é uma das causas mais comuns de corrimento vaginal, afetando a maioria das mulheres ao menos uma vez na vida. O diagnóstico baseia-se na clínica (prurido, ardor, dispareunia) e no exame físico (eritema, edema e corrimento grumoso). A microscopia a fresco com KOH a 10% revela hifas ou pseudohifas, confirmando o diagnóstico. O tratamento visa o alívio dos sintomas, sendo a nistatina uma opção clássica de uso tópico.
Ambas podem causar prurido pré-menstrual, mas a candidíase apresenta hifas ou pseudohifas na microscopia e pH vaginal geralmente < 4,5, enquanto a vaginose citolítica mostra citólise intensa, núcleos nus e excesso de lactobacilos no Gram ou microscopia a fresco.
Podem ser utilizados antifúngicos tópicos (nistatina, miconazol, clotrimazol) ou orais (fluconazol 150mg dose única). A escolha depende da preferência da paciente, gravidade dos sintomas e histórico de recorrências.
A elevação da progesterona e a queda do pH vaginal na fase lútea favorecem a adesão e o crescimento de espécies de Candida no epitélio vaginal, tornando este período propício para manifestações clínicas em mulheres colonizadas.
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