Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Manejo Essencial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à vulvovaginite por cândida, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. (   ) Não há contraindicação médica à relação sexual durante o tratamento.(   ) Cândida glabrata tem alta virulência vaginal e, frequentemente, causa sintomas vaginais. (   ) Candidíase vulvovaginal recorrente é definida como quatro ou mais episódios de infecção sintomática dentro de um ano.(   ) Antifúngicos orais levam um ou dois dias a mais do que a terapia tópica para aliviar os sintomas. (   ) Tratamentos tópicos possuem mais efeitos colaterais em relação à via oral. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V, V, F, F, F.
  2. B) V, F, V, V, F.
  3. C) F, V, V, F, V.
  4. D) F, V, F, F, V.
  5. E) F, F, V, V, F.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal recorrente = 4+ episódios/ano. Candida glabrata é menos virulenta e mais resistente.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum. É importante saber que a relação sexual não é contraindicada durante o tratamento, a Candida glabrata é menos virulenta que a C. albicans e mais resistente, e a candidíase recorrente é definida por 4 ou mais episódios em um ano. Antifúngicos orais geralmente aliviam os sintomas mais rapidamente que os tópicos, e os tópicos tendem a ter menos efeitos colaterais sistêmicos.

Contexto Educacional

A vulvovaginite por Cândida, comumente conhecida como candidíase vaginal, é uma infecção fúngica prevalente que afeta milhões de mulheres anualmente. A espécie mais comum é a Candida albicans, responsável por cerca de 85-90% dos casos. Os sintomas típicos incluem prurido intenso, ardência, dispareunia e corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso, semelhante a "leite coalhado". Em relação às afirmativas, é importante destacar que não há contraindicação médica formal para a relação sexual durante o tratamento, embora possa haver desconforto. A Candida glabrata, diferentemente da C. albicans, é considerada menos virulenta e frequentemente coloniza a vagina sem causar sintomas. No entanto, quando causa infecção, pode ser mais resistente aos tratamentos convencionais. A candidíase vulvovaginal recorrente é um desafio clínico, definida pela ocorrência de quatro ou mais episódios sintomáticos em um ano. O tratamento pode ser tópico (cremes, óvulos) ou oral (fluconazol). Antifúngicos orais geralmente proporcionam alívio mais rápido dos sintomas, mas os tratamentos tópicos tendem a ter menos efeitos colaterais sistêmicos. A escolha depende da gravidade, recorrência e preferência da paciente, sendo crucial a adesão ao esquema terapêutico para evitar recidivas.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de candidíase vulvovaginal recorrente?

A candidíase vulvovaginal recorrente é definida pela ocorrência de quatro ou mais episódios de infecção sintomática por Cândida dentro de um período de 12 meses.

A Candida glabrata causa sintomas vaginais com frequência?

A Candida glabrata é menos virulenta que a Candida albicans e, embora possa causar sintomas, frequentemente é encontrada como colonizadora assintomática. Quando sintomática, pode ser mais difícil de tratar devido à sua resistência intrínseca a alguns antifúngicos.

Há contraindicação para relação sexual durante o tratamento da candidíase?

Não há contraindicação médica absoluta para a relação sexual durante o tratamento da candidíase vulvovaginal. No entanto, pode haver desconforto e irritação, e alguns parceiros podem experimentar balanite transitória.

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