ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mulher de 35 anos, diabética, com laqueadura tubária bilateral, procurou atendimento médico com queixa de prurido genital e disúria terminal, com 7 dias de evolução. Recentemente, fez uso de antibiótico para tratamento de abscesso dental. Ao exame especular, notava-se edema vulvar, hiperemia, fissura, corrimento esbranquiçado e teste das aminas negativo. Com base no agente etiológico mais provável, o tratamento é
Prurido genital + corrimento esbranquiçado + teste aminas negativo + uso ATB recente → Candidíase vulvovaginal = Antifúngico tópico.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, frequentemente associada ao uso recente de antibióticos, diabetes mellitus e imunossupressão, manifestando-se com prurido, disúria e corrimento esbranquiçado; o tratamento de primeira linha envolve antifúngicos tópicos.
A candidíase vulvovaginal é uma das causas mais frequentes de vulvovaginite, afetando um grande número de mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas característicos como prurido intenso, corrimento esbranquiçado e disúria, e pode ser confirmado por exame microscópico do corrimento vaginal, que revela hifas e esporos de Candida. É crucial diferenciar a candidíase de outras infecções vaginais, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, que exigem tratamentos distintos. A história de uso recente de antibióticos, como no caso da paciente, é um fator predisponente significativo, pois os antibióticos podem alterar a microbiota vaginal, favorecendo o crescimento fúngico. O diabetes mellitus também é um fator de risco importante devido à glicosúria e à imunidade alterada. O tratamento eficaz da candidíase vulvovaginal é essencial para aliviar os sintomas e prevenir recorrências. Antifúngicos tópicos, como o miconazol, são amplamente utilizados e eficazes para casos não complicados. A educação da paciente sobre fatores de risco e medidas preventivas, como controle glicêmico em diabéticas, é parte integrante do manejo.
Os sintomas incluem prurido genital intenso, disúria, edema e hiperemia vulvar, e corrimento vaginal esbranquiçado, tipo "leite coalhado".
Fatores de risco incluem diabetes mellitus, uso recente de antibióticos, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dose estrogênica.
O tratamento de primeira linha para candidíase vulvovaginal não complicada geralmente envolve antifúngicos tópicos (como miconazol ou clotrimazol) ou dose única oral de fluconazol.
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