Candidíase Vulvovaginal: Tratamento Pelo Protocolo MS

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Você está atendendo uma paciente de 30 anos que veio à consulta na UPA com queixa de prurido vulvar intenso e corrimento esbranquiçado. Ela tem ciclos regulares com a DUM há 20 dias, usa contraceptivo hormonal oral combinado e tem vida sexual ativa. Nunca engravidou, nega doenças e alergias e não usa outras medicações. Você examina a paciente e identifica a vulva hiperemiada, conteúdo vaginal branco grumoso e o útero indolor à mobilização. Baseado na história clínica, exame físico e diagnóstico, qual tratamento deverá ser instituído, segundo protocolo do Ministério da Saúde, para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Nistatina 100.000UI via vaginal - 1 aplicação vaginal à noite por 7 dias.
  2. B) Miconazol 2% via vaginal - 1 aplicação vaginal à noite por 7 dias.
  3. C) Metronizadol gel 100mg/g vaginal - 1 aplicação vaginal à noite por 7 dias.
  4. D) Fluconazol 500mg via oral - dose única.
  5. E) Metronidazol 250mg 2 comprimidos via oral de 12/12h por 7 dias.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal → corrimento branco grumoso + prurido; tratar com Miconazol 2% vaginal por 7 dias (MS).

Resumo-Chave

O quadro clínico de prurido vulvar intenso e corrimento branco grumoso é altamente sugestivo de candidíase vulvovaginal. O tratamento de escolha, conforme os protocolos do Ministério da Saúde para casos não complicados, inclui antifúngicos tópicos como o miconazol vaginal por 7 dias, visando erradicar o fungo e aliviar os sintomas.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta grande parte das mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por prurido vulvar intenso, corrimento vaginal branco e grumoso, e hiperemia vulvar. Embora não seja uma infecção sexualmente transmissível, pode ser desencadeada por fatores como uso de antibióticos, contraceptivos orais, diabetes e imunossupressão. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico, que revela vulva hiperemiada e edemaciada, com corrimento típico. A confirmação laboratorial pode ser feita por exame a fresco com KOH, que evidencia a presença de hifas e esporos. É fundamental diferenciar de outras vulvovaginites, como vaginose bacteriana e tricomoníase, que requerem tratamentos distintos. O tratamento, conforme o protocolo do Ministério da Saúde para casos não complicados, geralmente envolve antifúngicos tópicos. O miconazol 2% creme vaginal, aplicado uma vez ao dia por 7 dias, é uma opção eficaz e bem tolerada. Em casos complicados ou recorrentes, pode-se considerar tratamentos sistêmicos com fluconazol oral ou esquemas tópicos mais prolongados. A orientação sobre fatores predisponentes também é importante para a prevenção de recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de candidíase vulvovaginal?

O diagnóstico é clínico, baseado em prurido vulvar intenso, corrimento vaginal branco, espesso e grumoso (aspecto de 'leite coalhado'), hiperemia e edema vulvar. Pode ser confirmado por exame microscópico do corrimento com KOH, que revela hifas e esporos.

Qual a diferença entre candidíase não complicada e complicada?

A candidíase não complicada é esporádica, leve a moderada, causada por Candida albicans em pacientes imunocompetentes. A complicada envolve infecções recorrentes (>4/ano), graves, por Candida não-albicans, ou em pacientes imunocomprometidas/diabéticas, exigindo tratamentos mais prolongados ou sistêmicos.

Por que o tratamento tópico é preferível em casos não complicados?

O tratamento tópico, como o miconazol vaginal, é preferível em casos não complicados devido à sua eficácia comprovada, menor risco de efeitos adversos sistêmicos e custo-benefício. Ele atua diretamente no local da infecção, promovendo alívio rápido dos sintomas.

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