Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Tratamento com Fluconazol

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

D.N.P., 24 anos, procurou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de ardência à micção inicial. No decorrer da consulta relatou apresentar, ainda, prurido vulvar. Nega outros sintomas urinários e alega secreção vaginal esbranquiçada. Submetida a Urina 1: 48.000 leucócitos/ campo.Sobre o caso clínico apresentado, assinale a alternativa mais adequada.

Alternativas

  1. A) Orientação de medicar o parceiro, já que se trata de uma infecção sexualmente transmissível.
  2. B) Não há necessidade de exame especular, por se tratar de provável candidíase.
  3. C) Deve-se tratar a paciente para cistite bacteriana.
  4. D) Caso a secreção vaginal apresente pH < 4,5, pode-se tratar a paciente com fluconazol 150 mg, em dose única.
  5. E) Orientação de medicar o parceiro, pois se trata de uma infecção sexualmente transmissível.

Pérola Clínica

Ardência micção inicial + prurido vulvar + secreção esbranquiçada + pH vaginal < 4,5 → Candidíase vulvovaginal.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas que sugerem tanto uma ITU (ardência miccional, leucocitúria) quanto uma vulvovaginite (prurido, secreção esbranquiçada). O pH vaginal é um dado crucial para diferenciar, sendo < 4,5 em candidíase e > 4,5 em vaginose bacteriana ou tricomoníase.

Contexto Educacional

O caso clínico apresenta uma paciente com queixas que podem sobrepor-se entre uma infecção do trato urinário (ITU) e uma vulvovaginite. A ardência à micção inicial, prurido vulvar e secreção vaginal esbranquiçada são sintomas que demandam uma investigação cuidadosa para o diagnóstico diferencial correto. A leucocitúria na Urina 1 pode ser um achado inespecífico, podendo indicar uma ITU ou ser decorrente de contaminação ou inflamação vulvovaginal. A presença de prurido vulvar e secreção vaginal esbranquiçada, associada à ardência miccional inicial (que pode ser irritativa e não necessariamente disúria de ITU), sugere fortemente uma vulvovaginite, sendo a candidíase uma das principais hipóteses. O exame especular é fundamental para avaliar as características da secreção e da mucosa vaginal e vulvar. A medição do pH vaginal é um passo diagnóstico crucial: na candidíase vulvovaginal, o pH vaginal tipicamente se mantém abaixo de 4,5, enquanto em outras vaginites como a vaginose bacteriana ou tricomoníase, o pH é geralmente mais elevado. Se o pH vaginal for < 4,5 e as características da secreção forem compatíveis com candidíase (esbranquiçada, grumosa, sem odor), o tratamento com fluconazol 150 mg em dose única é uma opção eficaz. É importante ressaltar que a candidíase não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) clássica, e o tratamento do parceiro não é rotineiramente indicado, a menos que ele apresente sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, ardência, dor à relação sexual (dispareunia), e uma secreção vaginal esbranquiçada, espessa, com aspecto de 'leite coalhado', geralmente sem odor fétido.

Como o pH vaginal ajuda no diagnóstico diferencial das vaginites?

O pH vaginal é um indicador importante: na candidíase, o pH é geralmente normal ou baixo (< 4,5); na vaginose bacteriana e na tricomoníase, o pH é elevado (> 4,5).

Quando devo considerar o tratamento do parceiro sexual em casos de candidíase?

O tratamento do parceiro sexual não é rotineiramente indicado para candidíase vulvovaginal, pois não é considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica. É reservado para casos de balanopostite por cândida no parceiro ou infecções recorrentes na mulher.

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