Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
VVS, 30 anos, refere prurido vaginal intenso há 5 dias, fluxo vaginal espesso, prurido e ardência miccional. Está no 26º dia do ciclo menstrual, sem uso de método contraceptivo. Exame ginecológico: hiperemia vulvar extensa, com fissuras, hiperemia vaginal com conteúdo aumentado e grumos aderentes às paredes vaginais, teste de aminas negativo e pH 4,4. O melhor diagnóstico e conduta está na alternativa:
Prurido intenso + grumos vaginais + pH < 4,5 + teste aminas negativo → Candidíase vulvovaginal.
O quadro clínico de prurido vaginal intenso, fluxo espesso com grumos aderentes, hiperemia vulvovaginal, pH vaginal ácido (<4,5) e teste de aminas negativo é altamente sugestivo de candidíase vulvovaginal. O tratamento de escolha envolve antifúngicos, como derivados imidazólicos, por via oral ou tópica.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por Candida albicans, que afeta a vulva e a vagina. É uma das causas mais frequentes de vaginite, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. A epidemiologia mostra que a maioria das mulheres terá pelo menos um episódio na vida, e uma parcela desenvolverá candidíase recorrente. A importância clínica reside no desconforto intenso e na necessidade de um diagnóstico preciso para um tratamento eficaz. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio na microbiota vaginal, permitindo a proliferação excessiva da Candida. Fatores predisponentes incluem uso de antibióticos, diabetes mellitus, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dose estrogênica. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos (prurido intenso, corrimento em grumos, ardência) e nos achados do exame físico (hiperemia, fissuras). A confirmação laboratorial pode ser feita por microscopia do corrimento vaginal (visualização de hifas e esporos) e cultura fúngica, embora o pH vaginal ácido (<4,5) e o teste de aminas negativo sejam fortes indicadores diferenciais. O tratamento da candidíase vulvovaginal é feito com antifúngicos. Os derivados imidazólicos (clotrimazol, miconazol) podem ser usados topicamente (cremes, óvulos) para casos não complicados. O fluconazol oral é uma opção eficaz para dose única em casos não complicados ou em esquemas prolongados para candidíase recorrente. É crucial que residentes saibam diferenciar a candidíase de outras vaginites para instituir a terapia correta, evitando tratamentos inadequados que podem levar à persistência dos sintomas ou ao desenvolvimento de resistência.
Os sintomas clássicos incluem prurido vaginal intenso, ardência, disúria, dispareunia e um corrimento vaginal espesso, branco, com aspecto de 'leite coalhado' ou 'grumos', que adere às paredes vaginais e vulvares.
Na candidíase, o pH vaginal é geralmente normal ou ácido (<4,5) e o teste de aminas (whiff test) é negativo. Em contraste, na vaginose bacteriana e na tricomoníase, o pH é tipicamente elevado (>4,5) e o teste de aminas é positivo, devido à liberação de aminas voláteis.
O tratamento de primeira linha consiste em antifúngicos, geralmente derivados imidazólicos (como miconazol, clotrimazol) por via tópica (creme ou óvulo vaginal) ou fluconazol por via oral, em dose única ou por um curto período, dependendo da gravidade e recorrência.
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