Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Paciente de 61 anos de idade, diabética insulina dependente mal controlada. Apresenta dor e irritação da vulva e raiz das coxas com intensa hiperemia. O diagnóstico é:
Diabetes descompensado + dor/irritação/hiperemia vulvar = Candidíase.
A candidíase vulvovaginal é comum em pacientes diabéticas, especialmente com controle glicêmico inadequado, devido à glicosúria e à imunossupressão relativa, que favorecem a proliferação de Candida spp.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais frequente. Em pacientes diabéticas, especialmente aquelas com controle glicêmico inadequado, a incidência e a gravidade da candidíase são significativamente maiores. A hiperglicemia leva à glicosúria, criando um ambiente rico em nutrientes para a levedura, e a disfunção imune associada ao diabetes compromete as defesas do hospedeiro. Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, dor, irritação, hiperemia e edema da vulva e períneo, além de corrimento vaginal esbranquiçado e grumoso. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por exame microscópico do corrimento vaginal (visualização de hifas e esporos) ou cultura fúngica. A presença de fatores de risco como diabetes descompensado reforça a suspeita. O tratamento consiste em antifúngicos, que podem ser tópicos (cremes ou óvulos de nistatina, miconazol, clotrimazol) ou orais (fluconazol). Em diabéticas, pode ser necessário um tratamento mais prolongado ou doses mais altas. Contudo, o pilar fundamental para a prevenção de recorrências e o sucesso terapêutico é o controle rigoroso da glicemia.
Diabéticas, especialmente com controle glicêmico ruim, têm glicosúria (glicose na urina), o que cria um ambiente rico em açúcar favorável ao crescimento da Candida, além de uma imunidade celular comprometida.
Os sintomas incluem prurido intenso, dor, irritação, hiperemia vulvar, edema e corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso, semelhante a "leite coalhado".
O tratamento envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol), mas o controle rigoroso da glicemia é fundamental para prevenir recorrências e garantir a eficácia do tratamento.
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