Candidíase Vulvovaginal e Antibióticos: Fisiopatologia

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024

Enunciado

Considerando as imagens apresentadas (exame especular e exame a fresco de material colhido), bem como os assunto correlatos, julgue:É mito que uso de antibióticos facilitam proliferação de fungos.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Antibióticos de amplo espectro → ↓ Lactobacillus → ↑ pH vaginal → Proliferação de Candida.

Resumo-Chave

O uso de antibióticos elimina a flora protetora de Lactobacillus, reduzindo a produção de peróxido de hidrogênio e ácido lático, o que favorece o supercrescimento de leveduras.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma das causas mais comuns de corrimento genital. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre o hospedeiro e o fungo, frequentemente desencadeado por fatores externos. A antibioticoterapia é um fator de risco clássico e bem documentado na literatura médica. A redução dos bacilos de Döderlein eleva o pH vaginal e remove a competição por nutrientes, permitindo que a Candida albicans mude de sua forma de levedura para a forma de hifas invasoras. O diagnóstico é clínico, complementado pelo exame a fresco que revela hifas ou pseudohifas e pH geralmente menor que 4,5.

Perguntas Frequentes

Por que antibióticos causam candidíase?

Antibióticos, especialmente os de amplo espectro, reduzem a população de Lactobacillus na vagina. Esses bacilos são responsáveis por manter um pH ácido e produzir substâncias inibitórias. Sem essa barreira biológica, a Candida, que pode ser um comensal, prolifera e torna-se patogênica.

Quais antibióticos são mais associados?

Amoxicilina com clavulanato, cefalosporinas e quinolonas são frequentemente implicados devido ao seu amplo espectro de ação que atinge a flora vaginal normal de forma colateral.

Como prevenir a candidíase pós-antibiótico?

A orientação principal é o uso racional de antibióticos e a vigilância de sintomas para tratamento antifúngico imediato se necessário, já que o uso de probióticos ainda carece de evidência robusta para prevenção.

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