Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Achados Clínicos

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 27 anos, sexualmente ativa, nega uso de preservativo, em uso de pílula combinada como método contraceptivo. Procura atendimento ginecológico informando prurido vulvar e dispareunia de penetração associados a corrimento vaginal. Ao exame especular observa-se colo epitelizado e corrimento esbranquiçado e grumoso, aderido às paredes vaginais. Sobre a patologia que acomete essa paciente é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O pH vaginal é > 4,5.
  2. B) A visualização de pseudo-hifas é possível no exame direto a fresco.
  3. C) O teste das aminas é frequentemente positivo.
  4. D) É recomendável o tratamento com Tinidazol 2 g via oral, em dose única.
  5. E) O tratamento ideal é realizado com azitromicina para o casal.

Pérola Clínica

Corrimento esbranquiçado grumoso + prurido + dispareunia → Candidíase vulvovaginal, com pseudo-hifas no exame a fresco.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é caracterizada por prurido intenso, dispareunia e um corrimento vaginal esbranquiçado, grumoso e aderido às paredes vaginais. O diagnóstico é confirmado pela visualização de pseudo-hifas e/ou esporos de Candida no exame direto a fresco com hidróxido de potássio (KOH), e o pH vaginal geralmente é normal (<4,5).

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta a vulva e a vagina. É uma das causas mais frequentes de vaginite, especialmente em mulheres sexualmente ativas, embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível no sentido estrito. Fatores como uso de contraceptivos orais combinados, diabetes, uso de antibióticos e imunossupressão podem predispor à infecção. Clinicamente, a paciente apresenta os sintomas clássicos: prurido vulvar intenso, dispareunia de penetração e um corrimento vaginal característico, esbranquiçado, grumoso e aderido às paredes vaginais, frequentemente descrito como "leite coalhado" ou "ricota". Ao exame especular, a mucosa vaginal e vulvar pode estar eritematosa e edemaciada. O diagnóstico é confirmado pelo exame direto a fresco do corrimento vaginal, onde a visualização de pseudo-hifas e/ou esporos de Candida é patognomônica, especialmente após a adição de hidróxido de potássio (KOH) a 10% para dissolver células epiteliais. É importante notar que o pH vaginal na candidíase é tipicamente normal (≤ 4,5), e o teste das aminas (whiff test) é negativo, o que a diferencia da vaginose bacteriana e da tricomoníase, onde o pH é elevado e o teste das aminas é positivo. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, queimação, dispareunia (dor durante a relação sexual) e um corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso, com aspecto de "leite coalhado".

Como é feito o diagnóstico laboratorial da candidíase vulvovaginal?

O diagnóstico é feito principalmente pelo exame direto a fresco do corrimento vaginal, onde se busca a visualização de pseudo-hifas e/ou esporos de Candida, geralmente após adição de KOH a 10%. O pH vaginal é tipicamente normal (<4,5).

Qual a diferença do pH vaginal na candidíase em relação a outras vaginites?

Na candidíase, o pH vaginal é geralmente normal (≤ 4,5). Em contraste, na vaginose bacteriana e na tricomoníase, o pH vaginal é tipicamente elevado (> 4,5), o que ajuda na diferenciação diagnóstica.

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