Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Mulher de 23 anos refere corrimento branco e prurido vulvar intenso há 5 dias. Ao exame físico: conteúdo vaginal espesso, esbranquiçado, em placas aderidas à mucosa vaginal. O exame necessário para confirmar o diagnóstico mais provável neste caso e o tratamento, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) Exame a fresco do conteúdo vaginal, tratamento à base de nistatina local.
  2. B) Colpocitologia oncótica, tratamento à base de metronidazol oral e local.
  3. C) Exame a fresco do conteúdo vaginal, tratamento à base de azitromicina oral e tinidazol local.
  4. D) Bacterioscopia do conteúdo vaginal corado pelo Gram, tratamento à base de metronidazol oral e local.
  5. E) Cultura do conteúdo vaginal com antibiograma, tratamento à base de azitromicina.

Pérola Clínica

Corrimento branco espesso + prurido intenso + placas vaginais = Candidíase Vulvovaginal.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é caracterizada por prurido intenso, corrimento vaginal branco, espesso e em placas aderidas à mucosa, com aspecto de 'leite coalhado'. O diagnóstico é feito pelo exame a fresco do conteúdo vaginal, que revela hifas e esporos de Candida. O tratamento é com antifúngicos tópicos ou orais.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica comum da vagina e vulva, causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans responsável por 85-90% dos casos. Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), embora possa ser transmitida sexualmente. Fatores predisponentes incluem uso de antibióticos de amplo espectro, diabetes mellitus, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dose estrogênica. Clinicamente, a CVV manifesta-se com prurido vulvar intenso, que é o sintoma mais característico, associado a corrimento vaginal branco, espesso, inodoro, com aspecto de 'leite coalhado' ou 'queijo cottage'. Ao exame especular, observam-se placas esbranquiçadas aderidas à mucosa vaginal e vulvar, que podem ser removidas com dificuldade, revelando uma mucosa eritematosa e edemaciada. O diagnóstico é confirmado pelo exame a fresco do conteúdo vaginal, onde a adição de KOH a 10% dissolve as células epiteliais e facilita a visualização de hifas e esporos de Candida ao microscópio. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos, como a nistatina (creme ou óvulo vaginal), ou azóis tópicos (clotrimazol, miconazol). Em casos de CVV complicada ou recorrente, antifúngicos orais como o fluconazol podem ser indicados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas incluem prurido vulvar intenso, corrimento vaginal branco, espesso, com aspecto de 'leite coalhado', e placas esbranquiçadas aderidas à mucosa vaginal, além de disúria e dispareunia.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da candidíase vulvovaginal?

O diagnóstico é feito principalmente pelo exame a fresco do conteúdo vaginal, que, após adição de KOH a 10%, revela a presença de hifas e esporos de Candida. A cultura fúngica pode ser usada em casos recorrentes.

Quais são as opções de tratamento para a candidíase vulvovaginal?

O tratamento pode ser com antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos vaginais como nistatina, miconazol, clotrimazol) ou antifúngicos orais (fluconazol, em dose única ou esquema curto, para casos mais graves ou recorrentes).

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