UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
A candidíase vulvovaginal é uma das causas mais comuns de prurido e corrimento vulvovaginal. Enquanto a maioria das mulheres experimentará uma infecção esporádica por Cândida, uma pequena porcentagem de pacientes experimentará infecção recorrente. Em relação a infecção por Cândida, assinale a alternativa correta.
Candidíase vulvovaginal: uso de ATB, atividade sexual, vaginose e dieta são fatores desencadeantes.
A candidíase vulvovaginal é frequentemente desencadeada por fatores que alteram o microambiente vaginal, como o uso de antibióticos que eliminam a flora bacteriana protetora, a atividade sexual que pode introduzir Cândida ou alterar o pH, e condições como vaginose bacteriana recente ou dietas ricas em açúcares.
A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta milhões de mulheres anualmente. Caracteriza-se por prurido, corrimento e inflamação vulvovaginal, sendo uma das principais razões para consultas ginecológicas. Embora a maioria das infecções seja esporádica, uma parcela significativa de mulheres pode desenvolver CVV recorrente, definida como quatro ou mais episódios em um ano. A fisiopatologia da CVV envolve o desequilíbrio da microbiota vaginal, permitindo o supercrescimento da Cândida. Fatores que predispõem a esse desequilíbrio incluem o uso recente de antibióticos (que suprimem a flora bacteriana protetora), alterações hormonais (gravidez, uso de contraceptivos orais), diabetes mellitus descompensado, imunossupressão e, em alguns casos, fatores comportamentais como atividade sexual e hábitos alimentares. A vaginose bacteriana recente também pode alterar o ambiente vaginal, tornando-o mais suscetível à candidíase. O tratamento da CVV geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol). Para casos recorrentes, pode ser indicada uma terapia de indução seguida por manutenção. É crucial identificar e, se possível, modificar os fatores de risco. O tratamento do parceiro sexual assintomático não é rotineiramente recomendado. Em gestantes, a segurança do f luconazol oral é questionável, sendo preferíveis as terapias tópicas. A educação da paciente sobre higiene e fatores desencadeantes é fundamental para a prevenção de recorrências.
Os principais sintomas incluem prurido vulvar intenso, corrimento vaginal espesso e branco com aspecto de 'leite coalhado', eritema e edema vulvar, disúria e dispareunia. O prurido é geralmente o sintoma mais proeminente.
O uso de antibióticos de amplo espectro pode eliminar as bactérias da flora vaginal normal, especialmente os lactobacilos, que competem com a Cândida e mantêm o pH vaginal ácido. Com a redução dos lactobacilos, há um supercrescimento de Cândida, levando à infecção.
Em pacientes grávidas com candidíase vulvovaginal, mesmo recorrente, o tratamento de escolha são os antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos vaginais) por períodos prolongados. O fluconazol oral é geralmente contraindicado na gravidez, especialmente no primeiro trimestre, devido a potenciais riscos teratogênicos.
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