Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 21 anos procura consultório médico com queixa de corrimento e prurido vulvovaginal intenso há aproximadamente uma semana, inclusive com disúria leve e dispareunia superficial. Refere fazer uso de anticoncepcional oral há 6 meses. Ao exame especular você observa conteúdo vaginal branco/ amarelado em grande quantidade com grumos e aderido às paredes vaginais. Sua hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Candidíase, e você prescreve metronidazol para o casal.
  2. B) Candidíase, e você prescreve itraconazol para o casal.
  3. C) Candidíase, e você prescreve Itraconazol para a paciente.
  4. D) Tricominíase, e você prescreve metronidazol tópico e VO para o casal.
  5. E) Tricomoníase, e você prescreve tinidazol com tioconazol para a paciente.

Pérola Clínica

Corrimento branco grumoso + prurido intenso + disúria/dispareunia = Candidíase vulvovaginal.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é caracterizada por corrimento branco, espesso e grumoso, com prurido intenso, disúria e dispareunia. O tratamento é com antifúngicos, geralmente via oral ou tópica, e não requer tratamento do parceiro, a menos que ele apresente sintomas.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por Candida albicans, que afeta a vulva e a vagina. É caracterizada por um quadro clínico de prurido intenso, corrimento vaginal branco e espesso com aspecto de "leite coalhado" ou "queijo cottage", eritema e edema vulvar, disúria e dispareunia. Fatores de risco incluem uso de antibióticos, anticoncepcionais orais, diabetes mellitus, gravidez e imunossupressão. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e no exame especular. A microscopia do corrimento vaginal com hidróxido de potássio (KOH) pode revelar hifas e esporos, confirmando a presença do fungo. O pH vaginal geralmente permanece normal (<4,5), o que ajuda a diferenciar de outras vulvovaginites. O tratamento consiste em antifúngicos, que podem ser administrados por via oral (fluconazol, itraconazol) ou tópica (clotrimazol, miconazol, nistatina). Para casos não complicados, uma dose única de fluconazol oral ou um curso curto de tratamento tópico costuma ser eficaz. O tratamento do parceiro sexual não é rotineiramente indicado, a menos que ele apresente sintomas de balanopostite. A prevenção envolve o controle de fatores de risco e higiene adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas típicos incluem prurido vulvovaginal intenso, corrimento vaginal branco e grumoso (aspecto de 'leite coalhado'), eritema, edema vulvar, disúria e dispareunia.

Qual o tratamento recomendado para candidíase vulvovaginal?

O tratamento pode ser com antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais, como o itraconazol ou fluconazol, em dose única ou por alguns dias, dependendo da gravidade e recorrência.

É necessário tratar o parceiro sexual na candidíase?

Não é necessário tratar o parceiro sexual de rotina na candidíase vulvovaginal, a menos que ele apresente sintomas de balanopostite, como eritema, prurido ou lesões no pênis.

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