Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Tratamento

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 20 anos de idade, nuligesta, vem a consulta com queixa de fissuras, ardor e hiperemia em região vulvar. Ao exame especular foi evidenciado corrimento branco, grumoso sem odor, aderido às paredes vaginais. Refere que faz contracepção com dispositivo intrauterino de cobre e prata (Cu 380 Ag), inserido há 6 anos. A melhor conduta para a paciente em questão é:

Alternativas

  1. A) manter o dispositivo intrauterino de cobre com prata e prescrever metronidazol 250mg, 2 comprimidos VO, 2x/dia, por 7 dias.
  2. B) retirar o dispositivo intrauterino de cobre com prata e prescrever nistatina 100.000 UI, uma aplicação, via vaginal, à noite por 14 dias.
  3. C) retirar o dispositivo intrauterino de cobre com prata e prescrever aciclovir 200mg, 2 comprimidos, VO, 3x/dia, por 7 dias.
  4. D) não há necessidade de retirar o dispositivo intrauterino de cobre com prata e deve-se prescrever Clindamicina 300mg, VO, 2x/dia, por 7 dias.
  5. E) manter o dispositivo intrauterino de cobre com prata e prescrever miconazol creme a 2%, via vaginal, um aplicador cheio, à noite por 7 dias.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal: corrimento branco grumoso, prurido, ardor. Tratamento antifúngico tópico/oral.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, caracterizada por corrimento branco grumoso, prurido e ardor. O tratamento primário envolve antifúngicos tópicos (como nistatina ou miconazol) ou orais. A retirada do DIU de cobre não é rotineiramente indicada para candidíase, a menos que haja suspeita de irritação persistente ou falha terapêutica.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por Candida albicans, que afeta mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por prurido intenso, ardor, hiperemia vulvar e corrimento vaginal branco, grumoso e inodoro. É importante diferenciar de outras vulvovaginites, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, que possuem tratamentos distintos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e no exame especular. A microscopia do corrimento vaginal com solução salina e KOH pode revelar hifas e esporos, confirmando a presença do fungo. Fatores predisponentes incluem uso de antibióticos de largo espectro, diabetes mellitus, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dosagem. O tratamento consiste em antifúngicos, que podem ser tópicos (cremes ou óvulos vaginais como nistatina, miconazol, clotrimazol) por 3 a 14 dias, ou orais (fluconazol em dose única ou esquema de doses repetidas para casos complicados). O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre não é um fator de risco para candidíase e sua remoção não é uma conduta padrão, exceto em situações muito específicas de falha terapêutica ou suspeita de irritação persistente que exija uma abordagem mais radical.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas clássicos incluem prurido vulvovaginal intenso, ardor, hiperemia, fissuras e corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, frequentemente descrito como "leite coalhado", sem odor fétido.

Qual o tratamento de primeira linha para candidíase vulvovaginal?

O tratamento de primeira linha geralmente envolve antifúngicos tópicos (como nistatina, miconazol, clotrimazol) em creme ou óvulos vaginais, ou antifúngicos orais de dose única (como fluconazol) para casos não complicados.

O DIU de cobre aumenta o risco de candidíase ou exige sua remoção?

O DIU de cobre não é considerado um fator de risco significativo para candidíase vulvovaginal. Sua remoção não é uma conduta padrão para o tratamento da infecção, sendo reservada para casos muito específicos de falha terapêutica ou irritação persistente.

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