CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Paciente de 30 anos relata corrimento branco sem odor, com prurido vulvar intenso e ardor vaginal às relações sexuais, refere ciclos menstruais regulares, refere uso de anticoncepcional oral há 8 anos. Fez exame de Papanicolaou há 8 meses que deu normal. Qual é a MELHOR conduta para esse caso?
Corrimento branco sem odor + prurido intenso + ardor vaginal = candidíase vulvovaginal → antifúngico oral/vaginal.
Os sintomas descritos (corrimento branco, sem odor, prurido intenso, ardor vaginal) são altamente sugestivos de candidíase vulvovaginal. A ausência de odor e o Papanicolau normal ajudam a descartar outras causas. O tratamento de escolha são os antifúngicos, que podem ser administrados por via oral ou vaginal.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que 75% das mulheres terão pelo menos um episódio na vida. Fatores de risco incluem uso de antibióticos, anticoncepcionais orais de alta dose estrogênica, diabetes mellitus, gravidez e imunossupressão. O reconhecimento dos sintomas é crucial para um diagnóstico e tratamento eficazes, evitando desconforto significativo para a paciente. O quadro clínico clássico, como o da paciente em questão, é caracterizado por prurido vulvar intenso, corrimento vaginal branco, espesso e sem odor (semelhante a 'leite coalhado' ou 'ricota'), ardor vaginal e dispareunia. A ausência de odor é um diferencial importante em relação à vaginose bacteriana e à tricomoníase. O exame especular pode revelar eritema e edema da vulva e vagina, com placas esbranquiçadas aderidas à parede vaginal. O Papanicolau normal há 8 meses não exclui candidíase, pois este exame não é primariamente para diagnóstico de infecções, mas sim para rastreamento de lesões cervicais. A conduta mais adequada é a prescrição de antifúngicos. Os derivados imidazólicos (como miconazol, clotrimazol) são eficazes por via tópica (cremes ou óvulos vaginais), enquanto o fluconazol é uma opção oral de dose única, muito conveniente. A escolha entre oral e vaginal depende da preferência da paciente e da gravidade do quadro. É importante orientar sobre medidas de higiene e evitar fatores predisponentes para prevenir recorrências. Anti-inflamatórios e antibióticos não são indicados para candidíase e poderiam até piorar o quadro ao alterar a microbiota vaginal.
Os sintomas típicos incluem prurido vulvar intenso, corrimento vaginal branco e espesso (com aspecto de 'leite coalhado' ou 'ricota'), ardor vaginal, dispareunia (dor nas relações sexuais) e, ocasionalmente, disúria. Geralmente, não há odor fétido associado, o que ajuda a diferenciá-la de outras vaginites.
A melhor conduta é a prescrição de antifúngicos, que podem ser administrados por via oral (ex: fluconazol em dose única) ou por via vaginal (ex: miconazol, clotrimazol em cremes ou óvulos por 1 a 7 dias). A escolha depende da preferência da paciente, gravidade e recorrência dos sintomas.
A candidíase se diferencia pela ausência de odor fétido, corrimento branco e grumoso, e prurido intenso. A vaginose bacteriana cursa com odor fétido ('cheiro de peixe'), corrimento acinzentado e homogêneo. A tricomoníase apresenta corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor e inflamação vulvovaginal.
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