IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
Mulher de 37 anos refere corrimento vaginal amarelado e espesso, prurido vulvovaginal intenso e ardência miccional. Está no 24o dia do ciclo menstrual, nega uso de método contraceptivo e relata estar em pausa sexual há 6 meses. Exame ginecológico: vulvite intensa, conteúdo vaginal aumentado, bifásico, teste de aminas negativo e pH 4,4. Bacterioscopia do conteúdo vaginal mostrada a seguir:O diagnóstico é:
Prurido intenso, corrimento espesso/branco, vulvite, pH < 4,5 e teste de aminas negativo → Candidíase Vulvovaginal.
A candidíase vulvovaginal é caracterizada por prurido intenso, corrimento vaginal espesso e esbranquiçado (tipo 'leite coalhado'), vulvite e ardência. O pH vaginal geralmente é ácido (<4,5) e o teste de aminas é negativo, diferenciando-a de outras vaginites.
A candidíase vulvovaginal é uma das infecções vaginais mais comuns, afetando uma grande proporção de mulheres em idade reprodutiva. É causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais prevalente. A condição é caracterizada por um quadro inflamatório intenso da vulva e vagina, gerando desconforto significativo e impactando a qualidade de vida das pacientes. O reconhecimento rápido e preciso é fundamental para o tratamento adequado e para evitar recorrências. O diagnóstico da candidíase vulvovaginal baseia-se na anamnese detalhada e no exame ginecológico. Os sintomas clássicos incluem prurido vulvovaginal intenso, ardência, dispareunia e disúria. Ao exame, observa-se vulvite e um corrimento vaginal característico: espesso, branco, grumoso, com aspecto de 'leite coalhado' ou 'ricota', que adere às paredes vaginais e não possui odor fétido. O pH vaginal é tipicamente ácido (geralmente entre 4,0 e 4,5), e o teste de aminas (whiff test) é negativo, o que a diferencia de outras infecções como a vaginose bacteriana e a tricomoníase. A confirmação diagnóstica é feita pela microscopia do conteúdo vaginal, onde se observam hifas, pseudohifas e/ou esporos de levedura. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol), dependendo da gravidade e recorrência. É crucial que estudantes e residentes dominem o diagnóstico diferencial das vaginites para oferecer o melhor cuidado às pacientes e se prepararem para questões de prova.
Os sintomas incluem prurido vulvovaginal intenso, ardência, dispareunia, disúria externa e um corrimento vaginal espesso, branco, com aspecto de 'leite coalhado' ou 'ricota', que adere às paredes vaginais.
Na candidíase, o pH vaginal é tipicamente ácido (geralmente < 4,5), e o teste de aminas (whiff test) é negativo, o que ajuda a diferenciá-la da vaginose bacteriana e da tricomoníase, onde o pH é mais elevado e o teste de aminas é positivo.
A microscopia do conteúdo vaginal, após adição de KOH a 10%, revela a presença de hifas, pseudohifas e/ou esporos de levedura, confirmando a infecção fúngica.
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