Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Sinais Chave

CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente 23 anos, vida sexual ativa, procura seu ginecologista com queixa de corrimento esbranquiçado, grumoso e inodoro, prurido vulvar intenso, dispareunia superficial e disúria. Ao exame eritema vulvar e corrimento com as características descritas pela paciente. Teste das aminas negativo, pH4.2, no estudo da lâmina a fresco com hidróxido de potássio 10%: presença pseudo-hifas. Esse quadro clínico é causado pelo agente etiológico denominado:

Alternativas

  1. A) Vaginose bacteriana
  2. B) Candidíase vulvovaginal
  3. C) Tricomoníase
  4. D) Vaginose citolítica

Pérola Clínica

Corrimento grumoso + prurido + pH normal + pseudo-hifas = Candidíase vulvovaginal.

Resumo-Chave

O quadro clínico clássico de candidíase vulvovaginal inclui corrimento esbranquiçado e grumoso ('leite coalhado'), prurido intenso, eritema vulvar, dispareunia e disúria. O diagnóstico é confirmado pela presença de pseudo-hifas ou esporos no exame microscópico com KOH, com pH vaginal geralmente normal (<4.5) e teste das aminas negativo.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por Candida albicans, que afeta mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de queixa ginecológica, caracterizada por um quadro clínico bastante típico. O diagnóstico baseia-se na anamnese e exame físico, que revelam prurido intenso, corrimento esbranquiçado, grumoso e inodoro, além de eritema e edema vulvar. Laboratorialmente, o pH vaginal geralmente se mantém normal (abaixo de 4.5), o teste das aminas é negativo, e a microscopia da secreção vaginal a fresco com KOH 10% revela a presença de pseudo-hifas e/ou esporos. É crucial diferenciar a candidíase de outras vaginites, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, que apresentam características clínicas e laboratoriais distintas. Para residentes, o reconhecimento rápido e preciso da candidíase vulvovaginal é essencial para um tratamento eficaz e para evitar o uso inadequado de antibióticos. O manejo geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais, e a educação da paciente sobre fatores predisponentes é importante para prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vulvovaginal?

Os sintomas incluem prurido vulvar intenso, corrimento vaginal esbranquiçado e grumoso (aspecto de 'leite coalhado'), eritema e edema vulvar, dispareunia superficial e disúria.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da candidíase?

O diagnóstico é feito pela visualização de pseudo-hifas ou esporos de Candida no exame microscópico da secreção vaginal a fresco, geralmente com adição de hidróxido de potássio (KOH 10%), e um pH vaginal normal (4.0-4.5).

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da candidíase vulvovaginal?

Os principais diferenciais são vaginose bacteriana (corrimento acinzentado, odor fétido, pH >4.5, células-chave) e tricomoníase (corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, odor fétido, pH >4.5, tricomonas móveis).

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