SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Paciente, 23 anos, obesa, vida sexual ativa com parceiro fixo, últimas relações com uso de preservativos. Refere que a uma semana iniciou uso de anticoncepcional injetável trimestral. Hoje vem a consultório com queixa de corrimento vaginal branco, grumoso, sem cheiro forte, associado a prurido intenso. Ao exame especular: vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco acinzentadas, aderidas à mucosa. Assinale a alternativa que contem diagnóstico mais adequado para esse caso:
Corrimento branco grumoso + prurido intenso + placas aderidas = Candidíase vulvovaginal. Fatores: obesidade, anticoncepcionais.
O quadro clínico de corrimento vaginal branco, grumoso, sem odor forte, associado a prurido intenso e a presença de placas brancas aderidas à mucosa vaginal e cervical é altamente sugestivo de Candidíase vulvovaginal. Fatores como obesidade e uso recente de anticoncepcionais hormonais podem predispor à infecção fúngica.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais frequente. É uma das causas mais prevalentes de vaginite, afetando mulheres de todas as idades, mas com maior incidência em mulheres em idade reprodutiva. Embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, pode ser influenciada por fatores relacionados à atividade sexual. O reconhecimento rápido e preciso dos sintomas é crucial para um tratamento eficaz e para diferenciar de outras condições ginecológicas. O quadro clínico típico da candidíase vulvovaginal é caracterizado por um corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, frequentemente descrito como 'leite coalhado' ou 'queijo cottage'. Este corrimento é acompanhado por prurido vulvovaginal intenso, que pode ser debilitante, além de eritema, edema e, por vezes, fissuras na vulva. Ao exame especular, observam-se as características placas brancas aderidas à mucosa vaginal e cervical. Fatores como obesidade, diabetes, uso de antibióticos, imunossupressão e alterações hormonais (como as induzidas por anticoncepcionais) podem predispor à proliferação da Candida. Para residentes, é fundamental realizar um diagnóstico diferencial cuidadoso, distinguindo a candidíase de outras causas de corrimento vaginal, como vaginose bacteriana (que cursa com odor fétido e corrimento acinzentado) e tricomoníase (com corrimento espumoso, amarelo-esverdeado e odor forte). A microscopia do corrimento vaginal com solução salina e KOH pode confirmar a presença de hifas e esporos de Candida. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais, com boa resposta na maioria dos casos, mas a identificação e manejo dos fatores predisponentes são importantes para prevenir recorrências.
Os sintomas clássicos incluem corrimento vaginal branco, espesso e grumoso (aspecto de 'leite coalhado'), prurido vulvovaginal intenso, eritema, edema e disúria. Geralmente, não há odor fétido.
Ao exame especular, a candidíase se manifesta com a presença de placas brancas ou branco-acinzentadas aderidas à mucosa vaginal e cervical, que podem ser removidas com dificuldade, revelando uma mucosa eritematosa e edemaciada por baixo.
Fatores de risco incluem diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, imunossupressão, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais (especialmente com altas doses de estrogênio ou progestágenos), obesidade e uso de roupas íntimas apertadas ou sintéticas.
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