SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Paciente gestante 16 anos, na 20a semana de gravidez, veio ao ginecologista com queixa de corrimento vaginal. Ao exame especular, o colo era regular, orifício cervical circular, com presença de secreção branca grumosa, aderida às paredes e hiperemia de vulva. Teste de Schiller positivo.De acordo com o exame especular da gestante, qual diagnóstico clínico foi identificado?
Gestante com corrimento branco grumoso e hiperemia vulvar → Candidíase vaginal.
A candidíase vaginal é comum na gestação devido a alterações hormonais e imunológicas. O quadro clássico inclui prurido intenso, hiperemia vulvar e corrimento branco, espesso e grumoso, tipo "leite coalhado", aderido às paredes vaginais.
A candidíase vaginal é uma infecção fúngica comum, especialmente em gestantes, devido às alterações hormonais que favorecem o crescimento da Candida albicans. A prevalência aumenta no segundo e terceiro trimestres. É crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas para um diagnóstico e tratamento adequados, evitando desconforto materno e possíveis complicações. O diagnóstico é primariamente clínico, caracterizado por prurido vulvovaginal intenso, hiperemia, edema e um corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, que adere às paredes vaginais. O exame especular revela essas características, e o teste de Schiller positivo, embora inespecífico para infecções, pode indicar alterações epiteliais. A confirmação laboratorial pode ser feita por microscopia direta com KOH. O tratamento em gestantes deve ser com antifúngicos tópicos, como derivados imidazólicos (clotrimazol, miconazol), por períodos mais longos (7 a 14 dias) para garantir a erradicação. É fundamental orientar a paciente sobre medidas de higiene e evitar fatores predisponentes. O manejo correto assegura o alívio dos sintomas e previne recorrências, sendo um ponto importante na prática obstétrica.
Os principais sintomas incluem prurido vulvovaginal intenso, corrimento vaginal branco, espesso e grumoso (aspecto de "leite coalhado"), e hiperemia ou edema da vulva.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame especular. Pode ser confirmado por exame microscópico da secreção vaginal com hidróxido de potássio (KOH) para visualizar hifas e esporos.
O tratamento de escolha são antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos vaginais) por 7 a 14 dias, como miconazol ou clotrimazol. Antifúngicos orais são geralmente evitados na gravidez.
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