SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Qual das infecções a mulher apresenta mais risco de adquirir na gravidez do que quando não está grávida?
Gravidez → alterações hormonais e imunológicas → maior risco de candidíase vaginal.
A gravidez induz alterações hormonais (aumento de estrogênio) e imunológicas (imunossupressão relativa) que favorecem o crescimento da Candida albicans, tornando a candidíase vaginal mais comum e recorrente em gestantes do que em mulheres não grávidas.
A gravidez é um período de profundas alterações fisiológicas no corpo feminino, que podem influenciar a suscetibilidade a diversas infecções. Entre as infecções vaginais, a candidíase vulvovaginal é notavelmente mais prevalente em gestantes do que em mulheres não grávidas. Essa maior incidência é atribuída principalmente a mudanças hormonais e imunológicas específicas da gestação. O aumento dos níveis de estrogênio durante a gravidez leva a um maior acúmulo de glicogênio nas células epiteliais vaginais. O glicogênio serve como substrato para a Candida albicans, favorecendo seu crescimento e proliferação. Além disso, a gravidez induz um estado de imunossupressão relativa, que, embora essencial para a manutenção da gestação, pode comprometer a capacidade do sistema imune de controlar o crescimento fúngico na mucosa vaginal. Embora outras infecções como tricomoníase, cervicite bacteriana, sífilis e vaginose bacteriana também possam ocorrer na gravidez e requeiram atenção, a candidíase é a que tem sua incidência comprovadamente aumentada pelas próprias condições fisiológicas da gestação. O tratamento da candidíase na gravidez deve ser feito com antifúngicos tópicos, sendo os orais geralmente evitados ou usados com cautela, especialmente no primeiro trimestre, devido a preocupações com teratogenicidade. O reconhecimento e tratamento adequados são importantes para aliviar os sintomas maternos e prevenir complicações, embora a candidíase vaginal não seja geralmente associada a desfechos adversos graves para o feto.
Durante a gravidez, há um aumento nos níveis de estrogênio, que eleva o glicogênio nas células vaginais, e uma imunossupressão relativa, criando um ambiente mais propício para a proliferação da Candida albicans.
Os sintomas incluem prurido intenso na região vulvovaginal, corrimento vaginal branco e espesso (aspecto de "leite coalhado"), vermelhidão, inchaço e dor na vulva, e desconforto durante a relação sexual ou ao urinar.
O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos vaginais) por 7 a 14 dias, como clotrimazol ou miconazol. Antifúngicos orais, como o fluconazol, são geralmente evitados no primeiro trimestre e usados com cautela nos demais, devido a potenciais riscos.
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