Candidíase Vaginal: Diagnóstico e Fatores de Risco

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 30 anos de idade, diabética, sem controle adequado, refere que há 7 dias vem apresentando ''saída de secreção esbranquiçada pela vagina, sem cheiro, mas com muito prurido''. Ao exame ginecológico, foi evidenciada hiperemia no introito vaginal, escoriações perineais e corrimento de coloração branca em placas. Qual o agente causador mais provável?

Alternativas

  1. A) Gardnerella vaginalis
  2. B) Papilomavírus humano
  3. C) Herpesvírus humano tipo 2
  4. D) Herpesvírus humano tipo 4 
  5. E) Candida albicans

Pérola Clínica

Diabética com prurido intenso e corrimento branco em placas → Candidíase vaginal por Candida albicans.

Resumo-Chave

A candidíase vaginal é uma infecção fúngica comum, especialmente em pacientes diabéticas descompensadas, devido à glicosúria e imunossupressão local. O quadro clássico inclui prurido intenso, hiperemia, escoriações e corrimento branco, espesso, em placas, sem odor fétido.

Contexto Educacional

A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum causada principalmente pela Candida albicans. É uma das causas mais frequentes de vulvovaginite, afetando um grande número de mulheres em idade reprodutiva. A compreensão de seus fatores de risco e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico e manejo adequados na prática médica. A fisiopatologia envolve o crescimento excessivo da Candida, que é um habitante normal da flora vaginal em pequenas quantidades. Fatores como diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais podem alterar o ambiente vaginal, favorecendo a proliferação fúngica. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de prurido intenso, hiperemia, escoriações e corrimento branco, espesso e em placas, sem odor. O exame microscópico do corrimento com KOH pode revelar hifas e esporos. O tratamento da candidíase vaginal geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol). É fundamental orientar a paciente sobre os fatores predisponentes e a importância do controle de doenças de base, como o diabetes, para prevenir recorrências. A educação sobre higiene íntima e uso adequado de roupas também é parte integrante do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vaginal?

Os sintomas incluem prurido vaginal intenso, hiperemia e edema vulvar, escoriações e um corrimento vaginal branco, espesso, em placas, com aspecto de "leite coalhado", geralmente sem odor fétido.

Por que o diabetes é um fator de risco para candidíase vaginal?

O diabetes mellitus descompensado aumenta os níveis de glicose na urina (glicosúria) e no ambiente vaginal, criando um meio mais favorável para o crescimento da Candida, além de poder causar imunossupressão.

Como diferenciar candidíase de outras vulvovaginites?

A candidíase se diferencia pela ausência de odor fétido, prurido intenso e corrimento branco em placas. Vaginose bacteriana tem odor de peixe e corrimento acinzentado, enquanto tricomoníase tem corrimento amarelo-esverdeado e bolhoso.

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