UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Mulher de 28 anos, 1 gesta 1 para, com relacionamento sexual estável há 3 anos, usuária de pílula anticoncepcional, procura pronto-atendimento com queixa de corrimento vaginal que aparece amarelado nas roupas íntimas; refere também ardor e prurido genital intensos. Informa que faltam dois ou três comprimidos para acabar a cartela de anticoncepcional atual e que nunca teve quadro clínico parecido. Ao exame ginecológico, nota-se vulva hiperemiada e com edema leve, mucosa vaginal hiperemiada e presença de corrimento branco em grumos, alguns aderentes à mucosa. Colo normal. Toque vaginal: nada digno de nota. Neste caso:
Corrimento branco em grumos + prurido intenso + vulva hiperemiada + pH vaginal ácido → Candidíase.
O quadro clínico de corrimento branco em grumos, prurido intenso, ardor e hiperemia vulvovaginal é clássico de candidíase vaginal. Ao microscópio, espera-se encontrar hífas ou pseudohífas, e o pH vaginal geralmente se mantém ácido (<4,5), diferenciando-a de outras vaginites.
A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum da vagina, causada principalmente pela Candida albicans. É a segunda causa mais frequente de vulvovaginite, afetando um grande número de mulheres em idade reprodutiva. Fatores como uso de antibióticos, anticoncepcionais orais, diabetes mellitus, gravidez e imunossupressão podem predispor ao seu desenvolvimento, alterando o equilíbrio da microbiota vaginal. O diagnóstico da candidíase é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos de prurido genital intenso, ardor, dispareunia e um corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, frequentemente descrito como "leite coalhado". Ao exame ginecológico, observa-se hiperemia e edema da vulva e mucosa vaginal. O pH vaginal é um dado crucial, pois na candidíase ele se mantém ácido (<4,5), diferentemente da vaginose bacteriana e tricomoníase. A confirmação laboratorial é feita pelo exame microscópico da secreção vaginal, que revela a presença de hífas e/ou pseudohífas. O tratamento da candidíase vaginal geralmente envolve antifúngicos tópicos (derivados imidazólicos como miconazol, clotrimazol) ou orais (derivados triazólicos como fluconazol). A escolha depende da gravidade, frequência e preferência da paciente. É fundamental orientar sobre fatores predisponentes e medidas de higiene para prevenir recorrências. Para residentes, a capacidade de diferenciar a candidíase de outras vaginites é essencial para um manejo adequado.
Os sintomas clássicos da candidíase vaginal incluem prurido genital intenso, ardor, dispareunia, disúria e um corrimento vaginal branco, espesso, em grumos, com aspecto de "leite coalhado", que adere à mucosa vaginal.
Na candidíase vaginal, o pH vaginal geralmente se mantém ácido, ou seja, abaixo de 4,5. Isso é um achado importante para diferenciá-la de outras causas de corrimento, como a vaginose bacteriana ou a tricomoníase, onde o pH costuma ser elevado.
Ao exame microscópico da secreção vaginal, espera-se encontrar hífas e/ou pseudohífas, que são as formas filamentosas da Candida. Também podem ser vistas leveduras em brotamento.
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