FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
ASD, 25 anos, chega à unidade básica de saúde com quadro de prurido vaginal, ardor a micção. Ao exame clínico, observa-se corrimento vaginal grumoso tipo ""coalhada, hiperemia de paredes vaginais"". Ph vaginal de 3,5 e bacterioscopia com presença de hifas. Podemos afirmar:
Corrimento 'coalhada' + prurido + pH < 4,5 + hifas = Candidíase vaginal. Tto: Imidazólicos.
O quadro clínico (prurido, ardor, corrimento grumoso tipo 'coalhada', hiperemia) associado ao pH vaginal ácido (3,5) e à presença de hifas na bacterioscopia são patognomônicos de candidíase vaginal. O tratamento de escolha para candidíase são os antifúngicos da classe dos imidazólicos, tanto tópicos quanto orais.
A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais prevalente. É uma das causas mais frequentes de vulvovaginite, afetando um grande número de mulheres em idade reprodutiva. Fatores de risco incluem uso de antibióticos, gravidez, diabetes mellitus, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dosagem. O diagnóstico da candidíase vaginal é baseado na apresentação clínica característica: prurido vulvovaginal intenso, ardor, dispareunia e corrimento branco, espesso, grumoso, com aspecto de 'coalhada'. Ao exame físico, observa-se hiperemia e edema da vulva e vagina. Laboratorialmente, o pH vaginal é tipicamente ácido (geralmente < 4,5), e a microscopia direta do corrimento (com ou sem KOH 10%) revela a presença de hifas, pseudo-hifas e/ou esporos de levedura. É fundamental diferenciá-la de outras vaginites, como a vaginose bacteriana (pH > 4,5, odor fétido, células-chave) e a tricomoníase (pH > 4,5, corrimento bolhoso, tricomonas móveis). O tratamento da candidíase vaginal envolve o uso de antifúngicos. Os imidazólicos, como clotrimazol, miconazol e tioconazol, são eficazes e podem ser administrados topicamente (cremes ou óvulos) por 1 a 7 dias. Para casos mais graves ou recorrentes, o fluconazol oral em dose única ou esquema de doses repetidas pode ser indicado. A educação da paciente sobre fatores predisponentes e medidas preventivas também é parte integrante do manejo. Para residentes, o reconhecimento rápido do quadro clínico e a escolha do tratamento adequado são essenciais para o alívio dos sintomas e prevenção de recorrências.
A candidíase vaginal tipicamente se manifesta com prurido intenso, ardor vaginal e à micção, dispareunia e um corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, semelhante a 'coalhada'. Ao exame, observa-se hiperemia e edema da mucosa vaginal e vulvar.
Na candidíase vaginal, o pH vaginal geralmente é ácido (<4,5), diferentemente da vaginose bacteriana e tricomoníase, que apresentam pH elevado. A bacterioscopia do corrimento, após adição de KOH 10%, revela a presença de hifas e/ou esporos de Candida, confirmando o diagnóstico.
O tratamento de escolha para a candidíase vaginal são os antifúngicos da classe dos imidazólicos, que podem ser administrados por via tópica (cremes, óvulos como miconazol, clotrimazol) ou oral (fluconazol, em dose única ou esquema curto), dependendo da gravidade e recorrência.
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