ENARE/ENAMED — Prova 2024
Sobre a candidíase vaginal, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.( ) O exame microscópico da leucorreia vaginal, após aplicação de KOH a 10%, permite a identificação da levedura.( ) A Candida albicans é dimórfica, apresentando tanto leveduras quanto hifas.( ) A cultura para cândida vaginal é recomendada como rotina.( ) O tratamento primário para a prevenção de infecção recorrente é feito com fluconazol oral, uma vez por semana por 2 meses.
Candidíase vaginal: KOH 10% identifica leveduras/hifas; Candida albicans é dimórfica; cultura NÃO é rotina; profilaxia fluconazol oral por 6 meses.
O diagnóstico de candidíase vaginal frequentemente envolve o exame microscópico da secreção vaginal com KOH 10%, que facilita a visualização de leveduras e hifas. A Candida albicans, principal agente, é dimórfica. A cultura não é rotineira, e a profilaxia para casos recorrentes com fluconazol oral é por um período mais longo (6 meses), não 2 meses.
A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum que afeta a maioria das mulheres em algum momento de suas vidas. É causada principalmente pela Candida albicans, um fungo com capacidade dimórfica, existindo tanto na forma de levedura (saprofítica) quanto na forma de hifa (invasiva), o que é fundamental para sua patogenicidade. Compreender seus aspectos diagnósticos e terapêuticos é crucial para a prática ginecológica. O diagnóstico da candidíase vaginal é primariamente clínico, baseado nos sintomas de prurido, queimação, dispareunia e corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso. O exame microscópico da secreção vaginal, com ou sem adição de KOH a 10%, é um método diagnóstico rápido e eficaz. O KOH dissolve as células epiteliais, facilitando a visualização das leveduras e hifas fúngicas. A cultura para Candida não é um exame de rotina, sendo reservada para casos de infecções recorrentes, refratárias ao tratamento ou quando há suspeita de espécies não-albicans. O tratamento da candidíase vaginal aguda geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais. Para a prevenção de infecções recorrentes, um esquema de tratamento prolongado é frequentemente necessário, como fluconazol oral uma vez por semana por 6 meses, e não apenas 2 meses. É importante orientar a paciente sobre fatores predisponentes e medidas de higiene para reduzir o risco de recorrências.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame microscópico da secreção vaginal, que pode revelar leveduras e hifas. A adição de KOH a 10% facilita a visualização ao dissolver células epiteliais.
O dimorfismo da Candida albicans (levedura e hifa) é crucial para sua patogenicidade. A forma de levedura é mais comum na colonização, enquanto a forma de hifa está associada à invasão tecidual e à infecção sintomática.
A cultura para Candida não é recomendada como rotina, sendo reservada para casos de vulvovaginite refratária ao tratamento, infecções atípicas ou para identificação de espécies não-albicans.
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