São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Paciente comparece a consulta ginecológica com queixa de corrimento vaginal. No exame ginecológico o Médico fica em dúvida sobre qual seria a origem do corrimento e opta por avaliar no microscópio. A secreção vaginal na lâmina após adicionado hidróxido de potássio, evidenciou pseudo-hifas. O mais provável diagnóstico nesse caso é:
Pseudo-hifas e esporos no teste de KOH da secreção vaginal = Candidíase.
A presença de pseudo-hifas e esporos no exame microscópico da secreção vaginal, especialmente após adição de KOH (que dissolve células epiteliais e facilita a visualização de fungos), é patognomônica de candidíase vaginal, causada principalmente por Candida albicans.
O corrimento vaginal é uma das queixas ginecológicas mais comuns, e a candidíase vaginal é uma de suas principais causas. Caracterizada por prurido intenso, eritema vulvovaginal e um corrimento branco, espesso e grumoso, a vulvovaginite candidiásica é geralmente causada por Candida albicans, um fungo comensal que prolifera em condições favoráveis. O diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento adequado e para diferenciar de outras etiologias de corrimento. O diagnóstico da candidíase é frequentemente realizado através do exame ginecológico e da microscopia da secreção vaginal. A adição de hidróxido de potássio (KOH) à amostra é uma etapa chave, pois o KOH dissolve as células epiteliais e outras estruturas celulares, permitindo uma melhor visualização dos elementos fúngicos. A presença de pseudo-hifas (filamentos alongados de leveduras) e/ou esporos (leveduras em brotamento) é o achado microscópico patognomônico da candidíase. O tratamento da candidíase vaginal geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol). É importante orientar a paciente sobre fatores predisponentes, como uso de antibióticos de amplo espectro, diabetes descompensado, gravidez e uso de contraceptivos orais de alta dosagem. Para residentes, a habilidade de realizar e interpretar o exame microscópico da secreção vaginal é essencial para o manejo correto das vulvovaginites.
Os sintomas incluem prurido vulvovaginal intenso, corrimento vaginal espesso e branco (aspecto de "leite coalhado"), eritema, edema e disúria.
O teste de KOH (hidróxido de potássio) é crucial porque dissolve as células epiteliais e outras estruturas, facilitando a visualização de elementos fúngicos como hifas, pseudo-hifas e esporos, que são característicos da candidíase.
Na candidíase, observam-se pseudo-hifas e esporos. Na vaginose bacteriana, encontram-se "clue cells" (células epiteliais recobertas por bactérias), ausência de lactobacilos e teste de aminas positivo.
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