Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
A infecção fúngica ginecológica associada a Candida spp é a segunda causa mais comum de corrimento vaginal tendo vários fatores de risco EXCETO:
Candidíase vaginal → Fatores de risco incluem ATB, gravidez, ↑ estrogênio; EXCETO hipertensão.
A candidíase vaginal é uma infecção fúngica comum. Fatores que alteram o ambiente vaginal, como o uso de antibióticos (que eliminam a flora bacteriana protetora), gravidez e aumento dos níveis de estrogênio (que favorecem o crescimento fúngico), são conhecidos fatores de risco. A hipertensão arterial não tem relação direta com a patogênese da candidíase.
A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais frequente. É uma das principais causas de corrimento vaginal, caracterizada por prurido intenso, ardência, dispareunia e corrimento branco, espesso e grumoso. O diagnóstico é clínico e confirmado por microscopia do corrimento vaginal. Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da candidíase. O uso de antibióticos de amplo espectro desequilibra a microbiota vaginal, eliminando bactérias protetoras. A gravidez e o uso de contraceptivos orais aumentam os níveis de estrogênio, que favorecem a proliferação da Candida. Diabetes mellitus descompensado, imunossupressão e hábitos de higiene inadequados também são fatores importantes. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais. É crucial identificar e, se possível, corrigir os fatores de risco para prevenir recorrências. A hipertensão arterial, embora seja uma condição crônica comum, não possui uma relação fisiopatológica direta com o desenvolvimento da candidíase vaginal, distinguindo-se dos outros fatores mencionados que alteram o ambiente vaginal ou a imunidade local.
Os principais fatores de risco incluem uso de antibióticos de amplo espectro, gravidez, diabetes mellitus descompensado, uso de contraceptivos orais com alto teor de estrogênio, imunossupressão e roupas íntimas apertadas ou sintéticas.
Antibióticos de amplo espectro podem eliminar as bactérias da flora vaginal normal, como os lactobacilos, que competem com a Candida spp. Essa alteração do microbioma vaginal permite o supercrescimento do fungo, levando à infecção.
Níveis elevados de estrogênio, como na gravidez ou uso de contraceptivos orais, aumentam a adesão da Candida às células epiteliais vaginais e promovem a produção de glicogênio, que serve de substrato para o crescimento fúngico.
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