UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Paciente de 20 anos veio à consulta médica devido a queixa de corrimento vaginal frequente e com prurido e ardor genital. Ao exame genital, foram observadas fissuras na vulva; ao especular, observou-se vagina e colo uterino hiperemiados, conteúdo vaginal branco com grumos aderidos à parede vaginal.Com base na descrição clínica, pode-se identificar na bacterioscopia vaginal
Corrimento branco grumoso, prurido/ardor intenso, hiperemia/fissuras vulvares → Candidíase vaginal, com pseudo-hifas na microscopia.
A candidíase vaginal é uma infecção fúngica caracterizada por corrimento vaginal branco, espesso e grumoso ("leite coalhado"), prurido e ardor intensos, hiperemia e edema vulvovaginal, e frequentemente fissuras. A microscopia do conteúdo vaginal revela a presença de pseudo-hifas e/ou esporos de Candida.
A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum que afeta a vulva e a vagina, sendo a Candida albicans a espécie mais frequentemente envolvida. É uma das principais causas de corrimento vaginal e prurido, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. O reconhecimento preciso dos sinais e sintomas, juntamente com a confirmação laboratorial, é essencial para um tratamento adequado. A fisiopatologia da candidíase envolve o crescimento excessivo de leveduras do gênero Candida, que são comensais da microbiota vaginal. Fatores como alterações no pH vaginal, uso de antibióticos (que eliminam a flora bacteriana protetora), diabetes mellitus, imunossupressão e gravidez podem favorecer a proliferação fúngica. Clinicamente, a paciente apresenta prurido e ardor genital intensos, dispareunia, disúria e um corrimento vaginal característico: branco, espesso, grumoso e aderido às paredes vaginais, muitas vezes descrito como "leite coalhado". O exame físico revela hiperemia, edema e, por vezes, fissuras na vulva e vagina. O diagnóstico é confirmado pela microscopia direta do conteúdo vaginal, onde a presença de pseudo-hifas (formas filamentosas da levedura) e/ou esporos (leveduras em brotamento) é patognomônica. O tratamento geralmente é feito com antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol). É crucial diferenciar a candidíase de outras vaginites, como a vaginose bacteriana (que apresenta "clue cells" e odor fétido) e a tricomoníase (com protozoários móveis e corrimento bolhoso), para garantir a terapia correta.
Os sintomas clássicos incluem prurido vaginal intenso, ardor, dispareunia, disúria e um corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, semelhante a "leite coalhado", além de hiperemia e edema vulvovaginal.
Na microscopia vaginal, espera-se encontrar pseudo-hifas (filamentos alongados de leveduras) e/ou esporos (leveduras em brotamento) de Candida, que são os elementos fúngicos característicos.
Fatores que predispõem à candidíase incluem uso de antibióticos de amplo espectro, diabetes mellitus descompensado, gravidez, uso de contraceptivos orais de alta dosagem, imunossupressão e uso de roupas íntimas apertadas ou sintéticas.
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