Corrimento Vaginal: Candidíase e Fatores de Risco

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

Frente à queixa de corrimento vaginal, que é um dos mais frequentes motivos de consulta em ambulatórios de ginecologia, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) se for candidíase, o prurido é o sintoma mais frequente, com corrimento branco, sendo que o tratamento sempre deve ser por via oral, pois a infestação é pelo aparelho digestivo.
  2. B) nos casos de vaginose bacteriana, o corrimento tem odor fétido, que se acentua após relação sexual e sempre é sintomático.
  3. C) se for candidíase, é causada na maioria das vezes pela Candida albicans, que desencadeia a infecção por condições que a favorecem como a gravidez, diabetes, uso de anticoncepcionais, corticoides, entre outros.
  4. D) nos casos de vaginose bacteriana, ocorre aumento dos lactobacilos e, pela atividade sexual, mais frequentemente, ocorre contaminação por Gardnerella vaginalis.

Pérola Clínica

Candidíase vaginal: Candida albicans, ↑ risco em gravidez, DM, ATB, imunossupressão.

Resumo-Chave

A candidíase vaginal é comumente causada pela Candida albicans e é favorecida por condições que alteram o ambiente vaginal ou a imunidade, como gravidez, diabetes mellitus, uso de antibióticos, corticoides e imunossupressores. O tratamento pode ser tópico ou oral, dependendo da gravidade e recorrência.

Contexto Educacional

O corrimento vaginal é uma queixa ginecológica extremamente comum, representando um desafio diagnóstico e terapêutico frequente nos ambulatórios. A diferenciação entre as diversas etiologias – como candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase – é crucial para um tratamento eficaz e para evitar recorrências. A compreensão dos fatores predisponentes e da fisiopatologia de cada condição é fundamental para a prática clínica e para a preparação em provas de residência. A candidíase vaginal, na maioria dos casos, é causada pela Candida albicans, um fungo comensal que prolifera em condições favoráveis. Fatores como gravidez (devido a alterações hormonais e imunológicas), diabetes mellitus (glicemia elevada no ambiente vaginal), uso de antibióticos (que eliminam a flora protetora de lactobacilos), corticoides e estados de imunossupressão alteram o microambiente vaginal, favorecendo o crescimento da Candida. O diagnóstico é clínico, com auxílio de microscopia e cultura em casos atípicos. O tratamento da candidíase pode ser realizado com antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol). A escolha depende da gravidade, frequência e preferência da paciente. É importante orientar sobre a prevenção, controlando os fatores de risco sempre que possível. A vaginose bacteriana, por outro lado, é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal, com diminuição dos lactobacilos e proliferação de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis, e não por aumento dos lactobacilos como sugerido em uma alternativa incorreta.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vaginal?

Os sintomas clássicos da candidíase vaginal incluem prurido intenso, corrimento vaginal branco e espesso com aspecto de 'leite coalhado', eritema e edema vulvar, e disúria ou dispareunia.

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana?

O diagnóstico de vaginose bacteriana é feito pelos critérios de Amsel: corrimento vaginal homogêneo e branco-acinzentado, pH vaginal >4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe após adição de KOH) e presença de 'clue cells' (células-chave) no exame microscópico.

Como o uso de antibióticos pode levar à candidíase vaginal?

O uso de antibióticos de amplo espectro pode desequilibrar a microbiota vaginal, eliminando os lactobacilos protetores que mantêm o pH ácido. Essa alteração permite a proliferação excessiva da Candida albicans, levando à infecção.

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