Candidíase Vaginal: Diagnóstico e Achados Microscópicos

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020

Enunciado

Uma mulher de 28 anos de idade procurou a unidade básica de saúde com queixa de corrimento grumoso, branco, vaginal associado a prurido e à dispareunia. No exame físico especular, o médico observou grande quantidade de corrimento grumoso aderido às paredes vaginais. Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) o agente mais comum é a Candida kruzei.
  2. B) sabe‐se que a via vaginal é superior a oral no tratamento da candidíase vaginal.
  3. C) o uso de fitas de medição de pH vaginal é de grande auxílio no diagnóstico.
  4. D) classicamente, observam‐se hifas no exame a fresco, na microscopia.
  5. E) tanto a paciente quanto seu parceiro deverão ser tratados em todos os casos.

Pérola Clínica

Candidíase vaginal → corrimento grumoso + prurido + dispareunia; diagnóstico por hifas no exame a fresco.

Resumo-Chave

A candidíase vaginal é caracterizada por corrimento branco, grumoso ("leite coalhado"), prurido intenso e dispareunia. O diagnóstico é confirmado pela visualização de hifas ou pseudo-hifas no exame a fresco com hidróxido de potássio (KOH), que dissolve as células epiteliais e facilita a identificação do fungo. O pH vaginal geralmente permanece normal (<4,5).

Contexto Educacional

A candidíase vaginal, ou vulvovaginite candidiásica, é uma infecção fúngica comum que afeta milhões de mulheres anualmente. É causada predominantemente pela Candida albicans, embora outras espécies de Candida possam estar envolvidas. Caracteriza-se por um quadro clínico de prurido vulvovaginal intenso, corrimento vaginal branco, espesso e grumoso (aspecto de "leite coalhado"), eritema, edema e, por vezes, fissuras na vulva e vagina, além de dispareunia. O diagnóstico da candidíase vaginal é frequentemente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico. No entanto, a confirmação laboratorial é importante para diferenciar de outras vulvovaginites. O exame a fresco do corrimento vaginal, com ou sem adição de hidróxido de potássio (KOH) a 10%, é a ferramenta diagnóstica padrão. O KOH dissolve as células epiteliais e detritos, facilitando a visualização de hifas, pseudo-hifas e esporos de Candida sob o microscópio. O pH vaginal na candidíase geralmente se mantém ácido (abaixo de 4,5), o que é um ponto chave para o diagnóstico diferencial. O tratamento envolve antifúngicos, que podem ser administrados por via oral (ex: fluconazol) ou tópica (ex: miconazol, clotrimazol). A escolha da via depende da gravidade e preferência da paciente. É importante ressaltar que o tratamento do parceiro sexual não é rotineiramente indicado, exceto em casos de balanopostite candidiásica sintomática ou infecções recorrentes. A educação sobre fatores predisponentes, como uso de antibióticos, diabetes descompensado e imunossupressão, também é crucial para a prevenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da candidíase vaginal?

Os sintomas clássicos incluem prurido vaginal intenso, corrimento vaginal branco e grumoso (semelhante a "leite coalhado"), eritema e edema vulvar, e dispareunia (dor durante a relação sexual).

Como é feito o diagnóstico laboratorial da candidíase vaginal?

O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exame microscópico a fresco do corrimento vaginal, geralmente com adição de KOH 10%, que revela a presença de hifas, pseudo-hifas e esporos de Candida.

O pH vaginal é útil no diagnóstico diferencial da candidíase?

Sim, o pH vaginal é um dado importante. Na candidíase, o pH geralmente permanece normal (ácido, <4,5), enquanto em outras vulvovaginites, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, o pH costuma ser elevado (>4,5).

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