Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Paciente feminina de 32 anos com histórico de Diabetes Mellitus assiste a consulta relata queixas prurido vaginal queimação e leucorreia grumosa esbranquiçada ao exame físico da genitália visualiza-se eritema da mucosa vaginal edema e escoriação vulvar. Qual seria seu possível diagnóstico?
Candidíase vaginal → prurido, queimação, leucorreia grumosa esbranquiçada e eritema vulvovaginal, comum em DM.
A candidíase vaginal é uma infecção fúngica comum, especialmente em pacientes com Diabetes Mellitus devido à glicosúria e imunossupressão. Os sintomas clássicos incluem prurido intenso, queimação e uma leucorreia espessa, grumosa e esbranquiçada, frequentemente acompanhada de eritema e edema vulvar.
A candidíase vaginal é uma das vulvovaginites mais frequentes, afetando grande parte das mulheres em idade fértil. É causada principalmente pela Candida albicans e sua prevalência aumenta em condições como Diabetes Mellitus, uso de antibióticos de amplo espectro, gravidez e imunossupressão. O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para um manejo adequado e para evitar recorrências, sendo um tema recorrente em provas de residência médica. O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica típica de prurido, queimação e leucorreia grumosa esbranquiçada, associada a eritema e edema vulvar. O exame especular revela a mucosa vaginal avermelhada e com placas esbranquiçadas aderidas. A confirmação laboratorial é feita pela microscopia direta do corrimento vaginal com hidróxido de potássio (KOH), que evidencia a presença de hifas e pseudo-hifas. É fundamental diferenciar de outras vulvovaginites para instituir o tratamento correto. O tratamento da candidíase vaginal geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos) ou orais, como fluconazol. A escolha depende da gravidade, frequência e fatores de risco da paciente. Para residentes, é importante entender os fatores predisponentes e a importância do controle de doenças de base, como o Diabetes, para prevenir infecções recorrentes e garantir a eficácia terapêutica.
Os sintomas mais comuns da candidíase vaginal incluem prurido intenso, queimação, dor durante a relação sexual (dispareunia) e uma leucorreia espessa, grumosa e esbranquiçada, semelhante a 'leite coalhado'.
O Diabetes Mellitus aumenta o risco de candidíase vaginal devido à hiperglicemia, que favorece o crescimento da Candida, e à imunossupressão, que compromete a defesa do organismo contra infecções fúngicas.
A conduta inicial envolve a coleta de história clínica detalhada e exame físico com inspeção da genitália. O diagnóstico é confirmado por exame microscópico do corrimento vaginal com KOH, que revela hifas e esporos, ou cultura fúngica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo