Candidíase Oral em Imunossuprimidos: Manejo com Fluconazol

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 57 anos, diabética, há 1 mês em uso de prednisona (60 mg/dia) para tratamento de dermatite alérgica, apresenta lesões orais e discreta odinofagia há 5 dias. Exame físico: hidratada, corada, afebril e anictérica; PA: 125 x 85 mmHg, FC: 82 bpm, FR: 12 ipm; orofaringe: placas brancas extensas em mucosa jugal; cardiopulmonar e abdômen normais. Exames séricos: hemograma, eletrólitos, função renal e hepática: todos normais. Admitindo a ausência de contraindicações, nesse momento, é correto prescrever

Alternativas

  1. A) anfotericina-B.
  2. B) caspofungina.
  3. C) fluconazol.
  4. D) valaciclovir.
  5. E) voriconazol.

Pérola Clínica

Candidíase oral em imunossuprimidos (corticoides, diabetes) → Fluconazol é 1ª linha.

Resumo-Chave

A candidíase oral é comum em pacientes imunossuprimidos, como diabéticos e usuários de corticoides sistêmicos. O fluconazol é o tratamento de escolha devido à sua eficácia, boa tolerância e facilidade de administração oral para casos não complicados.

Contexto Educacional

A candidíase oral, também conhecida como monilíase oral, é uma infecção fúngica comum da cavidade oral causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais frequente. É particularmente prevalente em pacientes com comprometimento do sistema imunológico, como aqueles em uso de corticosteroides sistêmicos ou inalatórios, diabéticos descompensados, pacientes com HIV/AIDS, ou submetidos a quimioterapia. A identificação e o tratamento precoces são cruciais para evitar a progressão da infecção e melhorar a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na presença de placas brancas removíveis na mucosa oral, muitas vezes acompanhadas de dor, ardência ou odinofagia. Em casos atípicos ou refratários, a cultura fúngica ou biópsia podem ser necessárias. A fisiopatologia envolve a proliferação excessiva de Candida devido à alteração da microbiota oral, diminuição da imunidade local ou sistêmica, ou ambos. A presença de diabetes e o uso de prednisona são fatores de risco significativos neste caso. O tratamento de primeira linha para candidíase oral não complicada é geralmente com antifúngicos tópicos (nistatina) ou sistêmicos, como o fluconazol oral. O fluconazol é preferido em casos mais extensos ou em pacientes imunossuprimidos devido à sua eficácia e boa absorção. Outros antifúngicos sistêmicos, como voriconazol, caspofungina ou anfotericina B, são reservados para casos refratários, graves ou em pacientes com espécies resistentes, devido ao maior potencial de toxicidade e custo. O valaciclovir é um antiviral e não tem indicação para infecções fúngicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da candidíase oral em pacientes imunossuprimidos?

A candidíase oral manifesta-se tipicamente com placas brancas cremosas na mucosa oral (língua, bochechas, palato), que podem ser raspadas, revelando uma superfície eritematosa. Sintomas incluem dor, ardência e odinofagia.

Por que o fluconazol é a primeira escolha para candidíase oral não complicada?

O fluconazol é um antifúngico azólico com excelente biodisponibilidade oral, boa penetração nos tecidos e um perfil de segurança favorável. É eficaz contra a maioria das espécies de Candida que causam candidíase oral.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de candidíase oral?

Os principais fatores de risco incluem imunossupressão (uso de corticoides, HIV/AIDS, quimioterapia), diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, próteses dentárias e xerostomia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo