UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Mãe primípara, de 23 anos, trouxe à consulta de puericultura seu filho de 30 dias de vida. Informou que a criança encontrava-se em aleitamento materno exclusivo sob livre demanda e parecia bem satisfeita após as mamadas. Queixou-se de dor intensa, em queimação, em ambas as mamas e que, muitas vezes, ao amamentar, se assemelhava a uma fisgada. Ao exame das mamas, a única alteração perceptível foram os mamilos vermelhos e brilhantes, porém sem sinais flogísticos. Tanto a mãe como a criança estavam afebris. O exame físico do lactente foi normal, e o ganho de peso era adequado. Nesse momento, deve-se prescrever
Dor mamária em queimação/fisgada + mamilos vermelhos/brilhantes + lactente com ou sem sapinho → Candidíase mamária → tratar mãe (antifúngico tópico) e bebê (antifúngico oral).
A candidíase mamária é uma causa comum de dor intensa durante a amamentação, caracterizada por dor em queimação e mamilos brilhantes. O tratamento deve ser direcionado tanto à mãe quanto ao bebê, pois a infecção é frequentemente recíproca.
A candidíase mamária é uma condição comum e dolorosa que afeta mães lactantes, muitas vezes subdiagnosticada ou confundida com outras causas de dor mamária. É causada pelo fungo Candida albicans, que pode colonizar a pele dos mamilos e os ductos mamários, especialmente em ambientes úmidos e quentes, ou após uso de antibióticos. A dor intensa pode comprometer a continuidade do aleitamento materno, tornando seu reconhecimento e tratamento essenciais para a saúde da díade mãe-bebê. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado nos sintomas característicos: dor em queimação ou fisgada, que pode ser unilateral ou bilateral, e que frequentemente se intensifica durante e após as mamadas. Os mamilos podem apresentar-se vermelhos, brilhantes, edemaciados ou com fissuras. No bebê, pode haver monilíase oral (sapinho), caracterizada por placas brancas na mucosa oral que não saem facilmente com a raspagem. É importante diferenciar de mastite bacteriana (que cursa com sinais flogísticos e febre) e problemas de pega (que geralmente causam dor mais localizada e fissuras). O tratamento eficaz da candidíase mamária requer uma abordagem dupla, tratando tanto a mãe quanto o bebê simultaneamente. Para a mãe, recomenda-se o uso de antifúngicos tópicos, como miconazol creme, aplicado nos mamilos após cada mamada. Para o bebê, nistatina oral é o tratamento de escolha para a monilíase oral. Medidas de higiene, como esterilização de chupetas e bicos de mamadeira, e secagem adequada dos mamilos, também são importantes para prevenir a recorrência.
Os sintomas incluem dor intensa em queimação ou fisgada nas mamas, que pode se irradiar para as costas, mamilos vermelhos, brilhantes, sensíveis ou com descamação. A dor geralmente piora durante e após as mamadas.
A candidíase mamária é frequentemente uma infecção recíproca entre mãe e bebê. O bebê pode ter monilíase oral (sapinho), que serve como reservatório para reinfecção da mama. Tratar ambos simultaneamente é crucial para erradicar a infecção e prevenir recorrências.
A candidíase mamária geralmente apresenta dor em queimação bilateral, mamilos brilhantes e ausência de sinais flogísticos sistêmicos como febre, calor, edema ou eritema localizado. A mastite bacteriana é tipicamente unilateral, com febre, mal-estar e sinais inflamatórios localizados.
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