HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Joana, primigesta, comparece na consulta de seguimento de seu filho de 2 meses de idade, que está em aleitamento exclusivo. Refere dor e ardor no mamilo esquerdo, prurido e “fisgadas” que se irradiam para o interior da mama durante a amamentação. O exame das mamas revela hiperemia dos mamilos e aréolas, que se mostram brilhantes, com aspecto friável. Exame físico do lactente sem alterações. Dentre as seguintes propostas terapêuticas, a melhor para este caso é
Dor mamária com mamilo brilhante/friável + fisgadas irradiadas → Suspeitar candidíase mamária, tratar mãe e bebê.
O quadro clínico de dor intensa, ardor, prurido e "fisgadas" na mama, associado a mamilos hiperemiados, brilhantes e friáveis, é altamente sugestivo de candidíase mamária. Como a infecção fúngica é frequentemente transmitida entre mãe e bebê (candidíase oral do lactente), o tratamento deve ser instituído para ambos, mesmo que o bebê esteja assintomático.
A amamentação, embora natural, pode ser desafiadora e, por vezes, complicada por infecções. A candidíase mamária, também conhecida como monilíase mamária, é uma causa comum de dor intensa no mamilo e na mama em lactantes, frequentemente subdiagnosticada ou confundida com outras condições. É causada pelo fungo Candida albicans, que pode colonizar a boca do lactente (sapinho) e ser transmitido para o mamilo da mãe, ou vice-versa. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para manter o aleitamento materno. A fisiopatologia envolve a proliferação do fungo em ambientes úmidos e quentes, como a boca do bebê e o mamilo da mãe. Os sintomas na mãe incluem dor intensa, que pode ser descrita como queimação, ardor, prurido ou "fisgadas" que se irradiam para o interior da mama, especialmente durante ou após as mamadas. Ao exame, os mamilos e aréolas podem estar hiperemiados, edemaciados, brilhantes, com aspecto friável ou descamação. No bebê, a candidíase oral (sapinho) pode se manifestar com placas brancas na língua, bochechas e palato, embora o bebê possa estar assintomático. O tratamento da candidíase mamária deve ser direcionado tanto para a mãe quanto para o bebê, mesmo que um deles não apresente sintomas evidentes, para quebrar o ciclo de reinfecção. A nistatina tópica é a primeira linha de tratamento para ambos, aplicada nos mamilos da mãe e na boca do bebê. Em casos refratários ou mais graves, pode ser necessário o uso de antifúngicos sistêmicos, como o fluconazol, para a mãe. A orientação sobre higiene e a continuidade do aleitamento são importantes para a recuperação.
Os sintomas incluem dor intensa e profunda na mama, ardor, prurido, sensação de "fisgadas" que se irradiam para o interior da mama, e mamilos hiperemiados, brilhantes, friáveis ou com descamação.
A candidíase é facilmente transmitida entre a boca do bebê e o mamilo da mãe. Tratar apenas um deles resultaria em reinfecção contínua, prolongando os sintomas e dificultando a resolução da infecção.
A candidíase causa dor mais superficial, prurido e fisgadas, com mamilos brilhantes/friáveis, e geralmente sem febre alta ou sinais sistêmicos. A mastite bacteriana cursa com dor localizada, calor, rubor, inchaço, febre alta e mal-estar geral, sem prurido.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo