UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Lactente de 7 meses é trazido para consulta de puericultura por sua avó, que refere que a criança está bem, com bom desenvolvimento e aceitando os alimentos oferecidos. Ao exame da região da genitália, notam-se lesões eritematosas confluentes, com presença de pequenas lesões satélites papulares, algumas pustulosas, estendendo-se para fora da área de contato com a fralda. Nesse caso, o principal agente causador é:
Dermatite de fralda com lesões satélites papulares/pustulosas fora da área da fralda → Candidíase por Candida albicans.
A presença de lesões eritematosas confluentes na área da fralda, com pápulas e pústulas satélites que se estendem para fora da área de contato, é um sinal clássico de infecção secundária por Candida albicans em uma dermatite de fralda. A umidade e o calor da fralda favorecem a proliferação fúngica.
A dermatite de fralda é uma condição comum em lactentes, caracterizada por inflamação da pele na área coberta pela fralda. Embora a causa inicial seja frequentemente irritativa (dermatite amoniacal) devido ao contato prolongado com urina e fezes, a umidade, o calor e a oclusão criam um ambiente propício para a proliferação de microrganismos, sendo a Candida albicans o agente fúngico mais comum em infecções secundárias. A apresentação clínica da candidíase de fralda é bastante característica e permite o diagnóstico diferencial com a dermatite irritativa simples. Enquanto a dermatite irritativa tende a ser mais difusa e respeitar as dobras, a infecção por Candida albicans manifesta-se com eritema intenso, confluente, e a presença de pápulas, pústulas e vesículas "satélites" que se estendem para fora da área de contato direto da fralda, invadindo as dobras cutâneas. O manejo da candidíase de fralda envolve medidas de higiene rigorosas, como trocas frequentes de fralda, limpeza suave da pele e manutenção da área seca. O tratamento farmacológico consiste na aplicação tópica de antifúngicos, como nistatina, miconazol ou clotrimazol. É fundamental orientar os cuidadores sobre a importância da adesão ao tratamento e às medidas preventivas para evitar recorrências e complicações.
A candidíase de fralda manifesta-se com eritema intenso e confluente na área da fralda, frequentemente com pápulas, pústulas e vesículas satélites que se estendem para fora da área de contato da fralda, atingindo dobras e periferia.
A dermatite irritativa geralmente poupa as dobras e não apresenta lesões satélites, sendo mais restrita à área de contato com a fralda. A candidíase, por sua vez, invade as dobras e possui as lesões satélites características.
O tratamento envolve o uso de antifúngicos tópicos, como nistatina ou miconazol, aplicados na área afetada. Medidas de higiene, como trocas frequentes de fralda e manutenção da pele seca, são cruciais para a resolução e prevenção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo