HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Homem de 34 anos apresenta queixa de disfagia e odinofagia há 1 mês, com piora progressiva. Comorbidades: infecção pelo HIV, com última medida de CD4 de 195 células/mm3 . Ao exame físico, apresenta placas orais brancas coalescentes em língua e mucosa oral, possíveis de retirada com uma espátula, sem demais achados fora da normalidade. Diante do caso clínico, deve-se, preferencialmente,
Disfagia/odinofagia em HIV com CD4 < 200 e candidíase oral → Candidíase esofágica, tratar com Fluconazol VO.
Paciente com HIV e CD4 < 200 células/mm³, apresentando candidíase oral e sintomas de disfagia/odinofagia, tem alta probabilidade de ter candidíase esofágica. Nesses casos, o tratamento empírico com fluconazol oral é a conduta preferencial, reservando a endoscopia para falha terapêutica.
A infecção pelo HIV, quando não controlada, leva à imunossupressão progressiva, medida pela contagem de linfócitos T CD4+. Pacientes com CD4 abaixo de 200 células/mm³ são considerados com imunodeficiência avançada e estão sob alto risco de desenvolver infecções oportunistas. A candidíase esofágica é uma das infecções oportunistas mais comuns nessa população. A apresentação clínica típica da candidíase esofágica inclui disfagia e odinofagia, muitas vezes acompanhadas de dor retroesternal. A presença de candidíase oral (placas brancas removíveis na boca) em um paciente com HIV e CD4 baixo é um forte preditor de candidíase esofágica. Diante desse quadro clínico, a conduta preferencial é iniciar o tratamento empírico com fluconazol oral. O fluconazol é altamente eficaz contra Candida albicans, a principal espécie envolvida. A endoscopia digestiva alta com biópsia é geralmente reservada para casos de falha terapêutica ao fluconazol ou quando há suspeita de outras etiologias para a disfagia, como infecção por citomegalovírus (CMV) ou herpes simplex vírus (HSV), que requerem tratamentos específicos.
Os sintomas mais comuns são disfagia (dificuldade para engolir), odinofagia (dor ao engolir) e dor retroesternal. A presença de candidíase oral concomitante é um forte indicativo de candidíase esofágica em pacientes com HIV.
O fluconazol é um antifúngico sistêmico eficaz contra Candida albicans, a causa mais comum de candidíase esofágica, e é bem tolerado por via oral, sendo a primeira linha de tratamento empírico em pacientes imunossuprimidos devido à sua alta taxa de sucesso.
A endoscopia digestiva alta é indicada se houver falha no tratamento empírico com fluconazol, se os sintomas forem atípicos, ou se houver suspeita de outras etiologias para a disfagia, como infecções por CMV, HSV ou linfoma.
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