Candidíase Cutânea Congênita: Risco e Tratamento Imediato

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Das alternativas apresentadas abaixo, assinale a correta sobre a candidíase cutânea congênita.

Alternativas

  1. A) Sem o tratamento sistêmico imediato há risco de disseminação em populações vulneráveis.
  2. B) Manifesta-se dentro dos primeiros três meses de vida e é uma infecção fúngica invasiva da derme.
  3. C) Apresenta-se com erupção maculopapular extensa e pode ser fatal principalmente nos recém nascidos de termo grandes para a idade gestacional.
  4. D) Manifesta-se dentro dos primeiros dias de vida, com necrose da epiderme.

Pérola Clínica

Candidíase cutânea congênita: risco de disseminação sistêmica em RN vulneráveis; tratamento sistêmico imediato é crucial.

Resumo-Chave

A candidíase cutânea congênita, embora possa se apresentar inicialmente como uma erupção cutânea, carrega um risco significativo de disseminação sistêmica, especialmente em recém-nascidos prematuros ou de baixo peso. O tratamento sistêmico imediato é crucial para prevenir complicações graves e potencialmente fatais.

Contexto Educacional

A candidíase cutânea congênita é uma infecção fúngica rara que se manifesta nos primeiros dias de vida do recém-nascido, geralmente adquirida por via transplacentária ou ascendente. É causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais comum. Embora possa ser benigna em recém-nascidos de termo saudáveis, em populações vulneráveis, como prematuros ou imunocomprometidos, há um risco significativo de disseminação sistêmica e morbimortalidade elevada. A apresentação clínica típica envolve uma erupção maculopapular eritematosa difusa, que pode evoluir para pústulas, vesículas e descamação, afetando principalmente o tronco, face e extremidades. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por cultura de lesões cutâneas. A diferenciação entre candidíase cutânea congênita e candidíase invasiva é crucial, pois a conduta terapêutica difere. O tratamento da candidíase cutânea congênita depende da extensão da doença e dos fatores de risco do recém-nascido. Em casos de alto risco de disseminação (prematuridade, baixo peso, imunodeficiência) ou evidência de doença sistêmica, o tratamento sistêmico com antifúngicos (anfotericina B ou fluconazol) é mandatório. A falha em instituir o tratamento sistêmico imediato em populações vulneráveis pode levar a complicações graves, incluindo sepse fúngica e óbito.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para a disseminação sistêmica da candidíase cutânea congênita?

Recém-nascidos prematuros, de muito baixo peso ao nascer, com imunodeficiência, uso prolongado de antibióticos de amplo espectro, cateteres vasculares centrais e ventilação mecânica são as populações mais vulneráveis à disseminação sistêmica.

Qual a apresentação clínica típica da candidíase cutânea congênita?

Geralmente se manifesta nos primeiros dias de vida (até 6 dias), com uma erupção maculopapular eritematosa difusa, que pode progredir para pústulas, vesículas e descamação, afetando principalmente tronco, face e extremidades, poupando palmas e plantas.

Qual o tratamento recomendado para a candidíase cutânea congênita com risco de disseminação?

Em casos com risco de disseminação ou evidência de doença sistêmica, o tratamento sistêmico com antifúngicos como anfotericina B ou fluconazol é indicado. O tratamento tópico isolado é insuficiente para prevenir a progressão em pacientes vulneráveis.

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