CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Paciente em tratamento em Unidade de Terapia Intensiva, apresentando o seguinte quadro ocular: Qual o diagnóstico mais provável, entre as alternativas abaixo?
Candidemia em UTI → Exame de fundo de olho obrigatório para excluir endoftalmite hematogênica.
A candidemia é uma infecção sistêmica grave em pacientes críticos; a disseminação para a retina (endoftalmite) ocorre em cerca de 5-10% dos casos e exige tratamento prolongado.
A candidemia é a causa mais comum de infecções fúngicas invasivas em ambiente hospitalar. Em pacientes de UTI, a apresentação clínica pode ser inespecífica, manifestando-se apenas como febre persistente apesar de antibióticos. O diagnóstico é feito por hemoculturas, mas a sensibilidade é de cerca de 50%. A endoftalmite fúngica é uma complicação temida, pois pode levar à perda permanente da visão. As diretrizes da IDSA recomendam que todos os pacientes com candidemia documentada sejam submetidos a um exame oftalmológico (fundo de olho) preferencialmente na primeira semana após o diagnóstico inicial, mesmo que assintomáticos, para descartar focos coriorretinianos.
A disseminação hematogênica da Candida pode atingir a retina e o vítreo, causando endoftalmite. O diagnóstico dessa complicação muda o manejo clínico, exigindo antifúngicos com boa penetração ocular (como Fluconazol ou Anfotericina B) e um tempo de tratamento estendido, geralmente de 4 a 6 semanas, para garantir a erradicação do foco ocular e prevenir a cegueira.
Os principais fatores incluem o uso de cateteres venosos centrais, nutrição parenteral total (NPT), antibioticoterapia de amplo espectro prolongada, cirurgias abdominais de grande porte, insuficiência renal em diálise e tempo de internação prolongado em ambiente de terapia intensiva.
Embora as equinocandinas sejam primeira linha para candidemia sistêmica, elas possuem penetração vítrea limitada. Em casos de acometimento ocular confirmado, prefere-se o uso de Fluconazol (em cepas sensíveis) ou Anfotericina B lipossomal. Em casos graves com opacidade vítrea, a vitrectomia posterior pode ser necessária.
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