UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Em 2022, a levedura Candida auris foi incluída pela Organização Mundial de Saúde como um dos patógenos fúngicos prioritários, demandando ações preventivas por parte de gestores de saúde de diferentes países. As características deste agente que justificam seu impacto na saúde humana é o seu alto potencial de:
Candida auris → alta resistência antifúngicos, colonização hospitalar prolongada, surtos.
Candida auris é um patógeno fúngico emergente de grande preocupação global devido à sua capacidade de causar infecções invasivas, desenvolver resistência a múltiplos antifúngicos e persistir em ambientes hospitalares, levando a surtos de difícil controle. Sua inclusão pela OMS como prioritário reflete o impacto na saúde pública.
A Candida auris emergiu como uma preocupação global de saúde pública, sendo incluída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos patógenos fúngicos prioritários. Este fungo leveduriforme representa uma séria ameaça devido a características únicas que o distinguem de outras espécies de Candida, tornando seu manejo um desafio significativo em ambientes de saúde. As principais características que justificam seu impacto incluem a alta capacidade de colonizar pacientes em ambiente hospitalar por tempo prolongado, a notável habilidade de desenvolver resistência a múltiplas classes de antifúngicos (como fluconazol, anfotericina B e equinocandinas) e seu potencial para causar surtos em hospitais e outras instituições de saúde. Essa resistência limita drasticamente as opções terapêuticas, enquanto a persistência ambiental e a colonização assintomática facilitam sua disseminação. Para profissionais de saúde, é crucial estar ciente da Candida auris para implementar medidas preventivas e de controle de infecção eficazes. Isso inclui aprimorar a vigilância laboratorial para sua identificação correta, reforçar a higiene das mãos, garantir a limpeza e desinfecção ambiental adequadas e isolar pacientes afetados. A compreensão dessas características é vital para conter a propagação e mitigar o impacto desse patógeno emergente.
A Candida auris é prioritária devido à sua capacidade de causar infecções graves, desenvolver resistência a múltiplas classes de antifúngicos (incluindo equinocandinas), colonizar pacientes por longos períodos e persistir em superfícies hospitalares, facilitando surtos e dificultando o controle.
Os desafios incluem a multirresistência a antifúngicos, o que limita as opções terapêuticas; a dificuldade de identificação em laboratórios de rotina, que pode levar a atrasos no diagnóstico; e a formação de biofilmes, que aumentam a resistência e a persistência do fungo.
Medidas cruciais incluem higiene rigorosa das mãos, uso de equipamentos de proteção individual, limpeza e desinfecção ambiental com produtos esporicidas, isolamento de contato para pacientes colonizados ou infectados, e vigilância epidemiológica ativa para detecção precoce de casos e surtos.
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