Candida auris: Controle de Infecção e Desinfecção Hospitalar

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 70 anos estava internado há dois meses, por complicações de doença oncológica, quando um swab inguinal de vigilância isolou Candida auris. O paciente é portador de linfoma e foi admitido inicialmente com neutropenia febril, para o que já usou vários esquemas antibacterianos. No momento, está em enfermaria, inclusive em programação de alta, mas permaneceu por tempo prolongado em terapia intensiva. Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A Candida auris costuma provocar infecção invasiva grave, então deve-se começar imediatamente esquema antifúngico duplo, associando anfotericina e equinocandina.
  2. B) A fonte da infecção fúngica provavelmente deve ter sido a translocação do tubo digestivo, determinada pela imunossupressão.
  3. C) Como a disseminação é por via respiratória, a principal medida para prevenir a contaminação dos profissionais de saúde é o uso de máscaras.
  4. D) A desinfecção terminal do ambiente do paciente após alta deve incluir a limpeza com hipoclorito de sódio de materiais, como oxímetros, termômetros, nebulizadores, etc.
  5. E) Caso o paciente precise ser readmitido após mais do que 14 dias, não há necessidade de cuidados especiais, pois o status de colonização é autolimitado.

Pérola Clínica

Candida auris: alta resistência, desinfecção terminal com hipoclorito de sódio é crucial para controle ambiental.

Resumo-Chave

Candida auris é um patógeno emergente multirresistente, associado a surtos hospitalares e difícil erradicação ambiental. A desinfecção terminal com produtos eficazes, como hipoclorito de sódio, é essencial para controlar sua disseminação, especialmente em superfícies e equipamentos próximos ao paciente.

Contexto Educacional

Candida auris é um patógeno fúngico emergente que representa uma séria ameaça à saúde global, especialmente em ambientes hospitalares. Caracteriza-se por sua multirresistência a diversas classes de antifúngicos, sua capacidade de formar biofilmes e sua persistência prolongada em superfícies inanimadas, facilitando a transmissão cruzada e a ocorrência de surtos. A transmissão da Candida auris ocorre principalmente por contato direto com pacientes colonizados ou infectados, e indiretamente através de superfícies e equipamentos contaminados no ambiente hospitalar. Pacientes imunocomprometidos, com comorbidades graves e uso prolongado de antibióticos ou internação em UTI, são particularmente suscetíveis à colonização e infecção invasiva. O controle da disseminação da Candida auris exige medidas rigorosas de higiene das mãos, precauções de contato e, crucialmente, uma desinfecção ambiental terminal eficaz. Produtos à base de hipoclorito de sódio ou outros desinfetantes com atividade esporicida são recomendados para a limpeza de superfícies e equipamentos, incluindo oxímetros, termômetros e nebulizadores, para erradicar o fungo do ambiente e prevenir novas infecções.

Perguntas Frequentes

Por que a Candida auris é considerada uma ameaça em ambientes hospitalares?

A Candida auris é uma levedura emergente que causa infecções invasivas, frequentemente multirresistente a antifúngicos comuns e capaz de sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares. Sua disseminação pode levar a surtos e é difícil de controlar.

Quais são as principais medidas para prevenir a disseminação da Candida auris em hospitais?

As medidas incluem higiene rigorosa das mãos, uso de precauções de contato para pacientes colonizados ou infectados, isolamento de pacientes, e desinfecção ambiental terminal com produtos esporicidas ou à base de hipoclorito de sódio, além da limpeza de equipamentos compartilhados.

Qual a importância da desinfecção terminal com hipoclorito de sódio para Candida auris?

A Candida auris é notoriamente resistente a muitos desinfetantes comuns. O hipoclorito de sódio é um agente eficaz para a desinfecção de superfícies e equipamentos contaminados, sendo crucial para reduzir a carga ambiental do fungo e prevenir a transmissão cruzada após a alta do paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo