IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
O efeito anti-hipertensivo da Candesartana é mediado por:
Candesartana → bloqueia competitivamente os receptores AT1 da angiotensina II, reduzindo sua ação vasoconstritora e de retenção hídrica.
A Candesartana pertence à classe dos Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA). Seu efeito anti-hipertensivo é mediado pelo bloqueio seletivo e competitivo dos receptores AT1, impedindo a ligação da angiotensina II e, consequentemente, suas ações de vasoconstrição, liberação de aldosterona e remodelação cardíaca.
A Candesartana é um fármaco pertencente à classe dos Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA), amplamente utilizado no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e nefropatia diabética. Compreender seu mecanismo de ação é fundamental para a prática clínica e para a compreensão da farmacologia cardiovascular. Os BRAs representam uma alternativa importante aos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECAs), especialmente para pacientes que desenvolvem tosse seca com estes últimos. Fisiologicamente, o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) desempenha um papel crucial na regulação da pressão arterial e do equilíbrio hidroeletrolítico. A angiotensina II, o principal peptídeo efetor do SRAA, exerce seus efeitos através da ligação a dois tipos de receptores: AT1 e AT2. A maioria dos efeitos deletérios da angiotensina II, como vasoconstrição, liberação de aldosterona, proliferação celular e fibrose, são mediados pelos receptores AT1. A Candesartana atua bloqueando seletiva e competitivamente os receptores AT1, impedindo que a angiotensina II se ligue a eles e exerça suas ações. Isso resulta em vasodilatação, redução da secreção de aldosterona, diminuição da retenção de sódio e água, e atenuação da remodelação cardíaca e vascular, culminando na redução da pressão arterial. Ao contrário dos IECAs, os BRAs não interferem na degradação da bradicinina, o que explica a menor incidência de tosse e angioedema.
IECAs (Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina) inibem a enzima que converte angiotensina I em angiotensina II. BRAs (Bloqueadores do Receptor da Angiotensina II) bloqueiam diretamente os receptores AT1 da angiotensina II, impedindo sua ação.
A angiotensina II é um potente vasoconstritor, estimula a liberação de aldosterona (levando à retenção de sódio e água), promove a remodelação cardíaca e vascular, e aumenta a atividade simpática.
Os BRAs são frequentemente preferidos em pacientes que desenvolvem tosse seca com IECAs, pois não afetam o metabolismo da bradicinina, que é o principal responsável por esse efeito colateral.
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