Cancro Mole: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 20 anos, vida sexual ativa, refere lesão genital há 4 dias. Refere lesão única, dolorosa, com secreção purulenta. Refere dor inguinal associada. Assinale a alternativa que indica corretamente qual deve ser a principal hipótese, exame diagnóstico e tratamento.

Alternativas

  1. A) cancro mole (Haemophilus ducreyi; bacterioscopia, cultura ou biopsia da lesão; azitromicina 500mg 2 comprimidos dose única
  2. B) sífilis primária; VDRL; penicilina benzatina 2400000U intramuscular dose única
  3. C) linfogranuloma venéreo; cultura com células de Mccoy; doxiciclina 200mg por dia por 21 dias
  4. D) herpes genital; pesquisa de PCR para HSV; valaciclovir 1000mg 2 vezes ao dia por 7 dias
  5. E) donavanose; pesquisa em campo escuro; ceftriaxona 1 g intramuscular por dia por 21 dias

Pérola Clínica

Úlcera genital única, dolorosa, com secreção purulenta e dor inguinal → Cancro mole (H. ducreyi).

Resumo-Chave

A apresentação clássica de cancro mole inclui úlcera genital dolorosa, geralmente única ou múltiplas, com base purulenta e linfadenopatia inguinal dolorosa (bubão). O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por cultura ou PCR, e o tratamento de escolha é azitromicina.

Contexto Educacional

O cancro mole, causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, é uma doença sexualmente transmissível (DST) caracterizada por úlceras genitais dolorosas. É mais comum em regiões tropicais e subtropicais e, embora sua incidência tenha diminuído em muitos países desenvolvidos, ainda representa um desafio de saúde pública em outras áreas. A identificação precoce e o tratamento são essenciais para prevenir a disseminação e complicações. Clinicamente, o cancro mole se apresenta com uma ou mais úlceras genitais que são tipicamente dolorosas, com bordas irregulares, base friável e purulenta. A linfadenopatia inguinal é comum e também dolorosa, podendo progredir para a formação de bubões que podem supurar e fistulizar. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por cultura da secreção da úlcera ou por testes moleculares como PCR. É crucial diferenciar o cancro mole de outras causas de úlceras genitais, como sífilis, herpes genital e donovanose. O tratamento do cancro mole é eficaz com antibióticos. As opções recomendadas incluem azitromicina em dose única, ceftriaxona intramuscular em dose única, ou ciprofloxacino oral. É imperativo tratar todos os parceiros sexuais do paciente para evitar a reinfecção e a propagação da doença. O acompanhamento é importante para garantir a cicatrização das lesões e a resolução da linfadenopatia.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do cancro mole?

O cancro mole se manifesta como uma ou múltiplas úlceras genitais dolorosas, com bordas irregulares e base purulenta. Frequentemente, é acompanhado por linfadenopatia inguinal dolorosa, que pode evoluir para um bubão supurativo.

Como é feito o diagnóstico laboratorial do cancro mole?

O diagnóstico laboratorial pode ser feito por cultura de secreção da úlcera em meio específico para Haemophilus ducreyi, ou por métodos moleculares como PCR. A bacterioscopia com coloração de Gram pode mostrar bacilos Gram-negativos em "cardume de peixes".

Qual o tratamento recomendado para o cancro mole?

O tratamento de escolha para o cancro mole inclui azitromicina em dose única, ceftriaxona intramuscular em dose única, ou ciprofloxacino oral por três dias. É fundamental tratar os parceiros sexuais e realizar acompanhamento.

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