HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Trata-se de uma doença de transmissão sexual cujo agente etiológico é a bactéria Haemophilus ducrey. Incide preferencialmente em pessoas de baixo poder aquisitivo e sexo masculino – 20 a 30 homens para cada mulher – na faixa etária de 15 a 30 anos de idade. Os primeiros sintomas surgem aproximadamente de 3 a 5 dias após contato sexual com parceiro infectado e se caracterizam por ulcerações necrosantes, de bordos moles, extremamente dolorosas. Estamos falando de:
Úlcera genital dolorosa + fundo sujo + bordos moles + H. ducreyi = Cancro Mole.
O cancro mole é causado pelo Haemophilus ducreyi, caracterizando-se por múltiplas úlceras dolorosas com exsudato purulento e linfadenopatia inguinal dolorosa (bubão).
O cancro mole é uma infecção bacteriana aguda, transmitida sexualmente, mais prevalente em regiões tropicais e em populações com baixo acesso à saúde. O agente etiológico, Haemophilus ducreyi, é um cocobacilo gram-negativo. A patogênese envolve a entrada da bactéria por microabrasões na pele durante o coito, levando à formação de pápulas que evoluem para pústulas e, finalmente, úlceras dolorosas. O diagnóstico é eminentemente clínico, dada a dificuldade de cultivo do agente em meios laboratoriais comuns.
O tratamento de primeira linha recomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil para o cancro mole é a Azitromicina 1g, por via oral, em dose única. Alternativas incluem a Ceftriaxona 250mg intramuscular em dose única ou Ciprofloxacino 500mg via oral de 12 em 12 horas por 3 dias (contraindicado em gestantes). É fundamental tratar os parceiros sexuais e realizar a triagem para outras infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis.
O cancro mole (Haemophilus ducreyi) apresenta úlceras múltiplas, extremamente dolorosas, com bordos irregulares e fundo necrótico/purulento (base mole). A sífilis primária (cancro duro) manifesta-se geralmente como uma úlcera única, indolor, com bordos elevados e base limpa e endurecida. Enquanto o cancro mole pode evoluir com bubão inguinal que fistuliza por um único orifício, a sífilis apresenta linfadenopatia bilateral, endurecida e indolor.
O bubão inguinal é uma complicação comum do cancro mole, ocorrendo em cerca de 50% dos casos. Caracteriza-se por uma linfadenite inguinal dolorosa, geralmente unilateral, que pode evoluir com flutuação e supuração. A drenagem, se necessária, deve ser feita por aspiração com agulha grossa para evitar a formação de fístulas crônicas, nunca por incisão cirúrgica simples.
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