HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
No câncer vulvar a primeira cadeia linfática a ser comprometida é:
Câncer vulvar → Primeira cadeia linfática comprometida é a inguinal (superficial e profunda).
No câncer vulvar, a drenagem linfática ocorre predominantemente para os linfonodos inguinais, tanto superficiais quanto profundos. Por isso, a cadeia inguinal é a primeira a ser comprometida por metástases, sendo um fator prognóstico crucial e um alvo para o estadiamento cirúrgico.
O câncer vulvar é uma neoplasia ginecológica relativamente rara, mas que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida da mulher. A maioria dos casos é diagnosticada em mulheres mais velhas, e o carcinoma espinocelular é o tipo histológico mais prevalente. A compreensão da drenagem linfática da vulva é fundamental para o estadiamento e planejamento terapêutico, pois a disseminação linfática é o principal fator prognóstico e a via mais comum de metástase regional. A vulva possui uma rica rede linfática que drena primariamente para os linfonodos inguinais. Essa drenagem ocorre de forma bilateral, mesmo para lesões unilaterais, devido à extensa rede de vasos linfáticos que cruzam a linha média. Os linfonodos inguinais superficiais são os primeiros a serem acometidos, seguidos pelos profundos. A partir dos linfonodos inguinais, a drenagem pode progredir para os linfonodos pélvicos (femorais, ilíacos externos e internos, obturadores). O estadiamento cirúrgico, que inclui a avaliação dos linfonodos inguinais, é essencial para determinar a extensão da doença e guiar o tratamento, que pode envolver cirurgia, radioterapia e, em alguns casos, quimioterapia. A pesquisa do linfonodo sentinela tem ganhado destaque como uma técnica menos invasiva para identificar pacientes com baixo risco de metástase linfonodal, evitando a morbidade associada à linfadenectomia inguinal completa em casos selecionados. O manejo multidisciplinar é crucial para otimizar os resultados e a qualidade de vida das pacientes.
A avaliação dos linfonodos inguinais é crucial para o estadiamento do câncer vulvar, pois a presença de metástases linfonodais é o fator prognóstico mais importante. Ela guia a decisão terapêutica, indicando a necessidade de linfadenectomia ou radioterapia adjuvante.
A avaliação pode ser feita por exame físico, exames de imagem (TC, RM), biópsia de linfonodo sentinela em casos selecionados, ou linfadenectomia inguinal. A biópsia de linfonodo sentinela tem se tornado uma opção para evitar morbidade da linfadenectomia completa em pacientes com tumores iniciais.
O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular, responsável por cerca de 90% dos casos. Outros tipos incluem melanoma, adenocarcinoma, carcinoma de células basais e sarcoma, embora sejam muito mais raros.
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