Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Uma mulher de 68 anos apresenta lesão ulcerada na região vulvar, associada a prurido crônico e dor local. A biópsia confirma o diagnóstico de carcinoma espinocelular de vulva. Sobre o câncer de vulva, qual das alternativas abaixo é a mais correta?
Câncer de vulva: prurido crônico e lesões persistentes em idosas são sinais de alerta.
O câncer de vulva, predominantemente carcinoma espinocelular, afeta mais comumente mulheres idosas. Sintomas como prurido crônico, dor e lesões vulvares que não cicatrizam são indicativos e devem levar à investigação diagnóstica, incluindo biópsia.
O câncer de vulva é uma neoplasia ginecológica relativamente rara, correspondendo a cerca de 3-5% dos cânceres do trato genital feminino. A maioria dos casos (aproximadamente 90%) é de carcinoma espinocelular, e a incidência é maior em mulheres pós-menopausa, com pico entre 65 e 75 anos. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para um melhor prognóstico. A fisiopatologia do câncer de vulva é dual. Em mulheres mais jovens, está frequentemente associado à infecção persistente por HPV de alto risco (principalmente HPV-16), levando à neoplasia intraepitelial vulvar (NIV). Em mulheres idosas, é mais comum a associação com condições inflamatórias crônicas, como o líquen escleroso, que pode evoluir para carcinoma espinocelular diferenciado. Os sintomas iniciais são inespecíficos, como prurido crônico, dor, ardência e presença de lesões que não cicatrizam. O tratamento primário para o câncer de vulva é cirúrgico, envolvendo a ressecção da lesão com margens adequadas e, na maioria dos casos, a linfadenectomia inguinal. O prognóstico está diretamente relacionado ao estadiamento da doença, sendo o envolvimento linfonodal o principal fator prognóstico. A vigilância pós-tratamento é fundamental devido ao risco de recorrência.
Os principais sintomas incluem prurido crônico, dor, lesões vulvares persistentes (úlceras, nódulos, massas), sangramento e alterações na cor ou textura da pele vulvar.
Embora o HPV seja um fator de risco importante para o câncer de vulva, especialmente em mulheres mais jovens, o carcinoma espinocelular em idosas frequentemente está associado a condições inflamatórias crônicas, como líquen escleroso, e não diretamente ao HPV.
A linfadenectomia inguinal é um componente essencial do estadiamento e tratamento cirúrgico do câncer de vulva, indicada na maioria dos casos de carcinoma invasivo para avaliar o envolvimento linfonodal, que é o fator prognóstico mais importante.
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