INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma mulher de 70 anos de idade compareceu ao ambulatório de ginecologia, queixando-se de prurido vulvar crônico e queimação local. No exame ginecológico, apresentava apagamento de pequenos lábios, uma área hipocrômica na face interna dos grandes lábios e região perineal, além de uma pequena lesão ulcerada em grande lábio direito, próximo ao clitóris.Assinale a opção que indica a hipótese diagnóstica desse caso e a conduta adequada, respectivamente.
Prurido crônico + lesões hipocrômicas + úlcera vulvar em idosa → Biópsia para excluir câncer de vulva.
O líquen escleroso vulvar é uma condição crônica que pode predispor ao câncer de vulva. Em pacientes idosas com sintomas crônicos como prurido e queimação, e achados como atrofia, hipocromia e, principalmente, uma lesão ulcerada, a suspeita de malignidade é alta. A biópsia é essencial para confirmar ou excluir o diagnóstico de câncer.
O câncer de vulva é uma neoplasia ginecológica relativamente rara, mas que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida da mulher. A maioria dos casos ocorre em mulheres idosas, e fatores de risco incluem infecção crônica por HPV (especialmente tipos 16 e 18), líquen escleroso, tabagismo e imunossupressão. O reconhecimento precoce dos sintomas e sinais é crucial para um melhor prognóstico, sendo um tema relevante para a prática clínica e provas de residência. Os sintomas mais comuns são prurido vulvar crônico, queimação, dor e a presença de uma massa ou úlcera que não cicatriza. Ao exame ginecológico, podem ser observadas lesões exofíticas, ulceradas, verrucosas ou pigmentadas. Condições pré-malignas, como a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) e o líquen escleroso, devem ser cuidadosamente avaliadas, pois podem progredir para carcinoma invasivo. A suspeita clínica é elevada em pacientes com lesões persistentes ou que não respondem ao tratamento convencional. O diagnóstico definitivo do câncer de vulva é feito por biópsia da lesão suspeita. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento geralmente envolve cirurgia (excisão local ampla, vulvectomia parcial ou radical), podendo ser complementado com radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do estágio da doença e do comprometimento linfonodal. O acompanhamento regular é essencial para detectar recorrências e gerenciar possíveis complicações do tratamento.
Os principais sinais e sintomas que sugerem câncer de vulva incluem prurido vulvar crônico e intratável, queimação, dor, presença de nódulos, massas, úlceras que não cicatrizam, alterações na cor da pele (hipocromia ou hipercromia) e sangramento anormal.
O líquen escleroso é uma condição inflamatória crônica da pele que afeta a vulva e é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de vulva. Pacientes com líquen escleroso devem ser monitoradas regularmente para detectar precocemente qualquer alteração suspeita.
Diante de uma lesão vulvar suspeita de malignidade, a conduta inicial e mais importante é a realização de uma biópsia da lesão. A biópsia permitirá um diagnóstico histopatológico preciso, que é essencial para definir o tratamento adequado.
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