PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
O câncer de vulva é aquele que acomete predominantemente a pele dos lábios vulvares e, em menor proporção, pode se originar do clitóris e das glândulas vestibulares. Qual é o tipo histológico mais frequente de câncer de vulva?
Carcinoma escamoso é o tipo histológico mais frequente de câncer de vulva, correspondendo a >90% dos casos.
O carcinoma escamoso é o tipo histológico mais comum de câncer de vulva, representando mais de 90% dos casos. Ele pode estar associado à infecção por HPV em mulheres mais jovens ou a lesões inflamatórias crônicas e líquen escleroso em mulheres mais velhas.
O câncer de vulva é uma neoplasia ginecológica relativamente rara, representando cerca de 3-5% dos cânceres do trato genital feminino. Acomete predominantemente mulheres na pós-menopausa, com pico de incidência entre 65 e 75 anos, mas pode ocorrer em idades mais jovens, especialmente em casos associados ao HPV. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para um tratamento eficaz e melhor prognóstico. O tipo histológico mais frequente de câncer de vulva é o carcinoma escamoso, que corresponde a mais de 90% dos casos. Este pode ser dividido em dois subtipos principais: o tipo relacionado ao HPV, mais comum em mulheres mais jovens e associado a lesões pré-malignas como a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV), e o tipo não relacionado ao HPV, mais comum em mulheres mais velhas e associado a condições inflamatórias crônicas da vulva, como o líquen escleroso. Outros tipos histológicos, como melanoma, adenocarcinoma e carcinoma basocelular, são significativamente menos comuns. O diagnóstico precoce é fundamental e geralmente envolve a biópsia de qualquer lesão suspeita na vulva. O tratamento primário é cirúrgico, com excisão local ampla ou vulvectomia, muitas vezes acompanhada de linfadenectomia inguinal. A radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas como adjuvantes ou em casos de doença avançada. A vigilância pós-tratamento é crucial devido ao risco de recorrência.
Os fatores de risco incluem infecção persistente por HPV de alto risco (especialmente tipos 16 e 18), líquen escleroso, tabagismo, imunossupressão e história de neoplasia intraepitelial vulvar (NIV).
Os sintomas incluem prurido vulvar persistente, dor, sangramento, presença de massa ou úlcera na vulva que não cicatriza, e alterações na cor ou textura da pele vulvar.
O diagnóstico é feito através de biópsia da lesão suspeita, que é essencial para determinar o tipo histológico e a profundidade da invasão, guiando o estadiamento e o plano de tratamento.
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