Câncer de Vesícula Biliar: Fatores de Risco e Manejo

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao câncer de vesícula biliar, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Embora a maioria dos cânceres de vesícula biliar não se origine de pólipos, recomenda-se a realização da colecistectomia em pacientes que apresentam lesões polipoides de vesícula biliar maiores que 10 mm para redução do risco de câncer. 
  2. B) A maioria dos cânceres de vesícula biliar são adenocarcinomas e se originam da mucosa e podem ser considerados como fatores de risco à colecistopatia calculosa crônica, pólipo de vesícula biliar, infecções do trato biliar, anomalias da junção pancreatobiliar, vesícula em porcelana, sexo feminino e idade acima de 50 anos.
  3. C) Mais da metade dos casos de câncer de vesícula são diagnosticados pela avaliação histopatológica de peças cirúrgicas (vesícula biliar) após a relização de colecistectomia, para doenças presumivelmente benignas (câncer de vesícula incidental). 
  4. D) Nos pacientes com diagnóstico de câncer de vesícula incidental com estádio T2 (invasão do tecido conectivo perimuscular sem extensão além da serosa, ou para o fígado), recomenda-se a reoperação para complementação cirúrgica. 
  5. E) O diagnóstico pré-operatório, baseado em achados clínicos, e exame de imagem de câncer de vesícula comumente estão relacionados a formas menos avançadas da doença e, portanto, com melhor prognóstico. 

Pérola Clínica

Câncer de vesícula incidental T2 → reoperação para complementação cirúrgica.

Resumo-Chave

O câncer de vesícula biliar é frequentemente diagnosticado incidentalmente após colecistectomia por doença benigna. Para estádio T2 (invasão do tecido conectivo perimuscular sem extensão além da serosa ou para o fígado), a reoperação com ressecção de leito hepático e linfadenectomia é recomendada para melhorar o prognóstico.

Contexto Educacional

O câncer de vesícula biliar é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estádios avançados devido à sua apresentação insidiosa e sintomas inespecíficos. A maioria dos casos são adenocarcinomas, e sua incidência é maior em mulheres e em pacientes com colelitíase crônica. Fatores de risco importantes incluem colecistopatia calculosa crônica, pólipos de vesícula biliar maiores que 10 mm, vesícula em porcelana e anomalias da junção pancreatobiliar. Um aspecto crucial na prática clínica é o câncer de vesícula incidental, que corresponde a mais da metade dos diagnósticos. Nesses casos, a malignidade é descoberta durante a avaliação histopatológica de peças de colecistectomia realizadas por doenças presumivelmente benignas. O estadiamento patológico é fundamental para definir a conduta subsequente. Para pacientes com câncer de vesícula incidental em estádio T2 (invasão do tecido conectivo perimuscular sem extensão além da serosa ou para o fígado), a reoperação para complementação cirúrgica é a conduta padrão. Esta reoperação geralmente envolve a ressecção de um segmento do leito hepático (segmentos IVb e V) e linfadenectomia regional, visando remover doença residual e melhorar o prognóstico. O diagnóstico pré-operatório de câncer de vesícula, quando ocorre, geralmente está associado a formas mais avançadas da doença, com pior prognóstico, ao contrário do que a alternativa incorreta sugeria.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de vesícula biliar?

Os principais fatores de risco incluem colecistopatia calculosa crônica, pólipos de vesícula biliar (especialmente > 10 mm), vesícula em porcelana, infecções do trato biliar, anomalias da junção pancreatobiliar, sexo feminino e idade avançada.

Quando a colecistectomia é recomendada para pólipos de vesícula biliar?

A colecistectomia é recomendada para pólipos de vesícula biliar maiores que 10 mm devido ao risco aumentado de malignidade. Outras indicações incluem pólipos sintomáticos ou com rápido crescimento.

Qual a conduta para um câncer de vesícula biliar incidental em estádio T2?

Para um câncer de vesícula incidental em estádio T2, a reoperação é recomendada para complementação cirúrgica, que geralmente inclui ressecção de um segmento do leito hepático e linfadenectomia regional, visando melhorar o prognóstico.

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