SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Com relação ao câncer de vesícula biliar, é INCORRETO afirmar que:
Câncer de vesícula biliar: prognóstico reservado, colelitíase fator de risco, icterícia = sinal tardio.
O câncer de vesícula biliar é predominantemente adenocarcinoma e possui um prognóstico desfavorável devido ao diagnóstico tardio. A icterícia é um sinal de doença avançada, geralmente indicando obstrução biliar por invasão tumoral, e não um sintoma precoce.
O câncer de vesícula biliar é uma neoplasia agressiva, com alta taxa de mortalidade, principalmente devido ao diagnóstico tardio. A maioria dos casos é de adenocarcinoma, e a colelitíase crônica é o fator de risco mais consistentemente associado, presente em 70-90% dos pacientes. A inflamação crônica induzida pelos cálculos biliares é considerada um fator carcinogênico. Clinicamente, a doença é insidiosa. Sintomas iniciais são inespecíficos, como dor abdominal vaga, náuseas ou perda de peso, que podem ser confundidos com colelitíase benigna. A icterícia, um sinal de obstrução biliar, geralmente ocorre em estágios avançados, quando o tumor já invadiu o ducto biliar comum ou o parênquima hepático adjacente. A invasão hepática é comum ao diagnóstico devido à proximidade anatômica. O prognóstico é geralmente reservado, com taxas de sobrevida em 5 anos muito baixas para doença avançada. O tratamento curativo é a ressecção cirúrgica radical, que só é possível em uma minoria de pacientes diagnosticados precocemente. A compreensão dos fatores de risco e da apresentação clínica tardia é crucial para residentes, visando a suspeição em casos de sintomas persistentes ou achados incidentais em exames de imagem.
O tipo histológico mais comum de câncer de vesícula biliar é o adenocarcinoma, representando cerca de 90% dos casos. Outros tipos menos frequentes incluem carcinoma de células escamosas e carcinoma adenoescamoso.
O prognóstico é reservado porque a maioria dos pacientes é diagnosticada em estágios avançados da doença. Isso ocorre devido à localização anatômica da vesícula biliar, que permite o crescimento tumoral sem sintomas específicos até que haja invasão de estruturas adjacentes ou metástases.
Os principais fatores de risco incluem colelitíase crônica (pedras na vesícula), vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm, anomalias congênitas da junção biliopancreática e infecções crônicas por Salmonella typhi.
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