Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
A respeito das neoplasias da vesícula biliar, assinale a alternativa incorreta.
Câncer de vesícula biliar T4 = invasão de veia porta/artéria hepática principal ou ≥ 2 órgãos adjacentes.
A alternativa B está incorreta porque, segundo a classificação TNM/AJCC, um tumor de vesícula biliar que perfura a serosa e invade um órgão adjacente como o duodeno é classificado como T3. A classificação T4 é reservada para tumores que invadem a veia porta ou artéria hepática principal, ou dois ou mais órgãos extra-hepáticos adjacentes.
As neoplasias da vesícula biliar são relativamente raras, mas possuem um prognóstico geralmente reservado devido ao diagnóstico tardio. O adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum. A doença é mais prevalente em mulheres e em pacientes com colelitíase crônica, que é o principal fator de risco. A vesícula em porcelana e pólipos maiores que 10 mm também são considerados lesões pré-malignas. O estadiamento do câncer de vesícula biliar é crucial para definir a conduta terapêutica e o prognóstico. A classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) da AJCC é amplamente utilizada. Um ponto de atenção é a diferenciação entre os estágios T3 e T4. Um tumor T3 perfura a serosa e/ou invade diretamente o fígado a uma profundidade menor que 2 cm ou um órgão adjacente (como duodeno, pâncreas, omento). Já um tumor T4 é mais avançado, invadindo a veia porta ou artéria hepática principal, ou dois ou mais órgãos extra-hepáticos adjacentes. O diagnóstico precoce é raro, pois a doença é frequentemente assintomática em estágios iniciais. O tratamento curativo é primariamente cirúrgico (colecistectomia radical com linfadenectomia), mas a maioria dos pacientes apresenta doença avançada no momento do diagnóstico. A vigilância de pólipos de vesícula biliar é importante, com colecistectomia indicada para pólipos maiores que 10 mm ou com características suspeitas, e a via laparoscópica pode ser evitada em casos de alta suspeita de malignidade para garantir margens adequadas.
Os principais fatores de risco incluem colelitíase crônica, vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar maiores que 10 mm, anomalias da junção biliopancreática e infecção crônica por Salmonella.
Pólipos de vesícula biliar maiores que 10 mm, ou pólipos de qualquer tamanho com crescimento rápido ou associados a sintomas, são indicações para colecistectomia devido ao risco de malignidade.
T3 é a invasão da serosa e/ou invasão direta de um órgão adjacente (ex: fígado < 2 cm, duodeno). T4 é a invasão da veia porta ou artéria hepática principal, ou invasão de dois ou mais órgãos extra-hepáticos adjacentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo