Câncer de Tireoide: Incidência, Fatores de Risco e Diagnóstico

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Sobre as patologias da tireóide NÃO se pode dizer que

Alternativas

  1. A) o câncer de tireóide é patologia rara, contudo a incidência no sexo feminino pode ser até 3x mais frequente, sendo o carcinoma papilífero o mais comum. A radiação ionizante na infância na região do pescoço é considerada um dos principais fatores de risco e a incidência tem aumentado comprovadamente pelo aumento do número de mamografias.
  2. B) o tratamento cirúrgico é a principal terapia no câncer de tireóide, podendo ou não estar associado a linfadenectomia cervical e complementação com aplicação de iodo radioativo.
  3. C) os nódulos tireoideanos têm diagnóstico de benignidade em cerca de 90% dos casos e as características que sugerem benignidade incluem: bócio multinodular, nível elevado de anticorpos anti-tireoideanos, nódulo ""quente"" à cintilografia.
  4. D) a citologia por punção por agulha fina da tireóide é dado importante para condutas em nódulos tireoideanos e pode auxiliar no acompanhamento, podendo sugerir desde tireoidites a linfomas, podendo suplantar o uso da cintilografia.

Pérola Clínica

Câncer de tireoide NÃO é raro; incidência ↑, mas NÃO por mamografias. Radiação ionizante na infância é fator de risco.

Resumo-Chave

O câncer de tireoide não é uma patologia rara, e sua incidência tem aumentado globalmente, principalmente devido à detecção de pequenos tumores. A radiação ionizante na infância é um fator de risco bem estabelecido, mas o aumento da incidência não está comprovadamente ligado ao aumento do número de mamografias, que utilizam baixa dose de radiação e não irradiam diretamente a tireoide.

Contexto Educacional

O câncer de tireoide, embora muitas vezes de bom prognóstico, não é uma patologia rara e sua incidência tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, especialmente em mulheres. O carcinoma papilífero é o tipo histológico mais comum, respondendo pela maioria dos casos. Essa crescente incidência é atribuída, em grande parte, à melhoria das técnicas de imagem e ao aumento da detecção de microcarcinomas. Entre os fatores de risco bem estabelecidos para o câncer de tireoide, a exposição à radiação ionizante na infância ou adolescência na região do pescoço é o mais significativo. No entanto, a afirmação de que o aumento da incidência está comprovadamente ligado ao aumento do número de mamografias é incorreta. As mamografias utilizam doses baixas de radiação e a tireoide não está diretamente no campo de irradiação, não sendo considerada um fator de risco relevante. O tratamento do câncer de tireoide geralmente envolve cirurgia (tireoidectomia), que pode ser complementada com linfadenectomia cervical e terapia com iodo radioativo, dependendo do estágio e tipo histológico. A avaliação de nódulos tireoidianos é crucial, e a citologia por punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é a ferramenta diagnóstica mais importante para diferenciar nódulos benignos (cerca de 90% dos casos) de malignos, guiando a conduta clínica e cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo mais comum de câncer de tireoide?

O carcinoma papilífero é o tipo mais comum de câncer de tireoide, representando cerca de 80% dos casos, e geralmente tem um bom prognóstico.

Quais são os principais fatores de risco para câncer de tireoide?

Os principais fatores de risco incluem exposição à radiação ionizante na infância, história familiar de câncer de tireoide, síndromes genéticas e deficiência de iodo em algumas regiões.

Qual o papel da citologia por punção na avaliação de nódulos tireoidianos?

A citologia por punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o método mais importante para a avaliação de nódulos tireoidianos, auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas e guiando a conduta terapêutica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo